Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Em defesa do basquetebol

11 de Novembro, 2019
A crise do basquetebol não pode ser varrida para o debaixo do tapete, como se de uma falta não assinalada numa partida se tratasse. É a maior crise que se assiste nos últimos vinte anos na modalidade. Nem mesmo em período de guerra, em que tudo faltava, o basquetebol parou. Nunca, e nunca se viu coisa igual. Os verdadeiros senhores do basquetebol preferiam sacrificar tudo, menos uma modalidade, que é verdadeira mascote do desporto angolano. Ou era? E não é nada que não se pudesse ter presente já. Quando se iniciou a etapa da substituição dos homens do basquetebol pelos endinheirados ou pessoas que perseguiam fins políticos, cargos em particular, estava então anunciada a distorção de uma filosofia ganhadora, que impôs estudos mais estudos aos adversários de Angola, sem nunca compreender as razões da nossa grandeza, apesar dos angolanos não serem morfologicamente os mais bafejados do continente. Quando, depois de Pires Ferreira, a ida ao “cadeirão máximo” da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) dependia já do dinheiro que a pessoa possuía ou da influência junto do Palácio Presidencial, menos de quanto sabia da modalidade ou de gestão, ficou anunciado o resultado que se vive hoje. E, há no meio deste percurso desastroso rostos que devem assumir a culpa, por um lado. E outros que podem contribuir para se ultrapassar o problema, por outro. Em relação aos primeiros, considero que as associações, assim como os clubes, são os grandes culpados do actual quadro. São os tais que alimentaram a presença de pessoas desprovidas de conhecimento ou mesmo de sensibilidade, para liderar a modalidade. Ou melhor, manter a tradição ganhadora da modalidade, ainda que de modo irregular, pois os outros melhoraram igualmente. Mas era necessário e o País possui esta possibilidade. Os segundos, são pessoas como Gustavo da Conceição, Victorino Cunha, Pires Ferreira e outros, que deviam nesta altura impulsionar a candidatura de pessoas que vivem o basquetebol. Fazem dele a sua religião. Tenho apontado duas pessoas. Tony Sofrimento e Jean Jacques. Na minha humilde opinião, a estes se devia dar oportunidade. É preciso deixar de improvisar, de adivinhar que podem ou não dar certo. O basquetebol, assim como qualquer outra área, exige conhecimento. Ninguém dúvida que Gustavo da Conceição tivesse conhecimento para ser presidente da Federação Angolana de Basquetebol. E alguém dúvida que Tony Sofrimento seja capaz de conduzir a modalidade?
TEIXEIRA CÂNDIDO

Últimas Opinies

  • 07 de Abril, 2021

    Ida ao Mundial marcou o futebol

    Em 2018, a nossa selecção de futebol adaptado trouxe-nos o primeiro troféu de cariz Mundial, ao vencer o campeonato do Mundo.

    Ler mais »

  • 07 de Abril, 2021

    Ganhos que podem ir ao ralo

    A circulação de pessoas e bens, apesar das dificuldades das estradas, faz-se com segurança.

    Ler mais »

  • 05 de Abril, 2021

    Um toque ao desenvolvimento

    O país comemorou ontem mais um ano de paz. Foi a 4 de Abril de 2002 que a Nação angolana presenciou a cerimónia que marcou o fim de um período de guerra que deixou inúmeras cicatrizes.

    Ler mais »

  • 05 de Abril, 2021

    Os ganhos da nossa vaidade

    Ao assinalarmos 19 anos, desde que o país começou a desfrutar do alívio que só a paz proporciona, não há como não reconhecer os ganhos havidos no sector desportivo neste lapso de tempo.

    Ler mais »

  • 05 de Abril, 2021

    Um retrocesso em alguns casos

    O desporto foi o grande embaixador do país, algumas modalidades assumiram-se como verdadeiros porta-estandartes, dado os feitos protagonizados por algumas selecções nacionais.

    Ler mais »

Ver todas »