Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Em profundidade

02 de Novembro, 2017
O 1º de Agosto conquistou no fim-de-semana, o Décimo Primeiro Título, fez o mais que necessário para deixar pelo caminho, o seu principal concorrente, o Petro de Luanda: vencer o ASA, na antepenúltima jornada do Girabola.
A equipa do rio seco derrotou a sua similar do aeroporto, por 1-0, e completou uma temporada quase perfeita, cujo título antecipado, o segundo consecutivo, não é senão prova da sua regularidade ao longo de toda a temporada.
A impressionante campanha do conjunto militar, à uma jornada do final do campeonato, assente em 19 vitórias, 8 empates e 2 derrotas, números que podem alterar em função do que acontecer no domingo diante do “moribundo” Kabuscorp, que esta época está aquém do que se esperava.
Não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, foi a lógica que o 1º de Agosto levou para o rio seco o 11º título nacional, prova da invejável saúde desportiva que reforça o excelente trabalho que o futebol está a realizar nos últimos anos, em todos os escalões, com os frutos à vista de todos.
Aliás, a ambição de ganhar e de fazer do D’AGOSTO um dos clubes maiores do País, foi o que orientou os seus fundadores. A obra dos agostinos está aí, erguida dia-a-dia ao longo dos seus anos de vida, numa interminável corrente concretizada com dedicação, paixão e ambição, independentemente, de quem tenha em mãos o testemunho. A palavra campeão está associada a vencedor, a ganhador, a resultados e desempenho de excelência. No fundo, é aquilo que reconhecemos a todos os clubes (e pessoas, claro) que consideramos bem sucedidos. Policarpo da Rosa
A experiência vivida, ao longo dos meus 63 anos de vida, diz-me que ter sucesso na vida não significa necessariamente, bater recordes ou mesmo, ser figura pública. Ter sucesso é um sentimento interno de bem-estar, de felicidade e de realização pessoal.
É, acima de tudo, um sentimento de auto-eficácia e de adequação às situações de vida, sejam impostos pelas circunstâncias, ou desejadas pelo próprio clube/pessoa.
Tudo isto, para enumerar os constantes problemas de saúde vividos pelo plantel do “PRI”, ao longo da temporada. Foram lesões e mais lesões. Ainda assim, superou todas as vicissitudes, hoje dá-se ao luxo de festejar, de forma antecipada, mais um título nacional.
Um outro aspecto, foi a forma como o clube encarou a chamada dos seus jogadores, para a selecção nacional.
Enquanto alguns clubes, em função do número de jogadores convocados, optaram por não disputar os jogos do campeonato, o 1º de Agosto optou por realizar os jogos agendados, gesto considerado de pura loucura, por muitos.
Hoje, podemos dizer que a ousadia foi a mais acertada. Por isso, repito que o campeão não sossega, é um desafiador nato. É um executante de topo, sempre à procura de reforçar-se, vira-se para si próprio, para sentir o que lhe serve.
A opção de ir à sua “cantera” buscar jogadores, para substituir os que estavam ao serviço dos Palancas Negras, não foi por acaso. É a prova eloquente de que todos fazem falta. Todos os jogadores, que integram o plantel, têm qualidade.
O 1º de Agosto andou sempre à procura de desafios, nunca se acomodou e esteve constantemente à procura de mais, inventou formas de fazer melhor e com mais eficácia, pelo que o Décimo Primeiro Título não veio por acaso. É fruto de um trabalho persistente, abnegado e de sacrifícios.

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