Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Em tempo de eleies

26 de Abril, 2016
O tempo passa à velocidade cruzeiro. É volátil e poucos dão por ele, se não pelos seus efeitos marcantes, sobretudo no aspecto físico do homem que, descobre no dia-a-dia, uma raiz de cabelo branco aqui e outra noutra extremidade do seu couro cabeludo. Pois, não vai longe que assistimos a um corpo-a-corpo entre homens que se faziam, com alguma fúria, aos cargos de liderança de diferentes instituições desportivas.

Afinal quatro anos passam num pestanejar, e estamos de novo num ano olímpico, em que clubes, associações e federações desportivas devem, no quadro do plasmado na Lei, proceder à renovação de mandatos ou dos seus corpos sociais. E a praça desportiva volta a agitar-se com correrias sem norte.

Por entre anúncio daqueles que se decidem pelo abandono definitivo, como quem tenha cumprido a sua parte, estão outros, ávidos em aparecer, que vão batendo porta aqui porta ali na busca de apoios necessários. Mas, em obediência à verdade, dir-se-á que a panela ainda não ferveu o suficiente, havendo muitas candidaturas fechadas a sete chaves.
Sendo o segredo a alma do sucesso, justifica-se que em algumas instituições o silêncio faça lei, até porque o período reservado para o grosso dos actos eleitorais é o segundo semestre do presente ano. Daí que para muitos não haverá motivos para resvalar em precipitações, gerindo os respectivos processos de forma inteligente e sigilosa, para actuar no momento certo e oportuno.

Dos passos já encetados até aqui, há apenas conhecimento de eleições no Benfica do Lubango, que elegeu nova direcção e no 1º de Agosto que optou pela recondução do general Carlos Hendrick. Mas não é tanto para os clubes, tampouco para as associações que estão voltadas as atenções daqueles que andam de mãos dadas com o fenómeno desportivo.
São na verdade as federações que vão animar o processo, ante a ânsia de muitos em ver mudanças em muitas delas, sobretudo naquelas onde se assiste a um abrandamento de acções de desenvolvimento, propensos, regra comum, a um estado sadio da modalidade que regem. E não são poucas aquelas que nos últimos tempos nos têm vindo a surpreender pela negativa.

Os logros competitivos têm vindo a baixar consideravelmente em quase todas as modalidades. A saída do nosso país do G-12 a nível de futebol e a perda da hegemonia no basquetebol podem ser sintomáticos, embora as razões desta hibernação longe de serem assacadas aos dirigentes das respectivas federações, devem ser avaliadas com alguma ponderação e realismo.

Mas, convirá não perder de vista que na hora de eleições os adversários, aqueles candidatos que chegam com a conversa de mudança, é a estes pequenos pormenores que se apegam, mesmo não estando, também eles, preparados para fazerem mais e melhor. É este quesito que promete animar os diferentes processos eleitorais, embora se saiba desde logo que em algumas federações por uma questão de concórdia entre a sua tribo a opção venha ser a recondução das respectivas direcções, com alguns arranjos de permeio.
Portanto, aguarda-se pela constituição das comissões eleitorais, pela aprovação e publicação da regulamentação eleitoral, de modo a que a população eleitoral esteja familiarizada com o início das campanhas e por sua vez os candidatos possam dinamizar as suas acções relacionadas à desenfreada caça ao voto.

MATIAS ADRIANO

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