Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Entre o Mundial e os abusos dos senhores Yuri e Malamba

24 de Outubro, 2019
Em termos de proeminência jornalística, o campeonato mundial de futebol na categoria de sub 17 que inicia esta semana, no Brasil, teria toda a primazia na abordagem de hoje nesta coluna, em que o desporto é jogado em forma de texto, nos quais expresso a minha opinião sobre as várias realizações desportivas.
Todavia, assim não será, por considerar que dos Palanquinhas não se pode esperar muito, no que tange à conquista de pelo menos um lugar no pódio, porquanto, verdade seja dita, no quesito futebol de formação, Angola tem muito que aprender se quiser ombrear com outros países que levam a coisa muito à sério.
Por via desta posição, pouco me importo se forem lançadas acusações de pessimismo ou de ser “angolano, apenas de bilhete de identidade”, termo com que certa vez, algum “cientista” decidiu macular a honra e o bom nome de um colega do jornalismo especializado, em abordagem de matérias desportivas.
Se calhar, abro aqui um parêntesis, tal cientista tem de revisitar o percurso histórico de Angola, a fim de perceber a importância e o papel desempenhado pela classe dos jornalistas desportivos, na construção de Angola como Nação, entendendo que o conceito abarca, também, aspectos desportivos.
De volta aos “nossos miúdos”, deixo expresso, acima de tudo, o desejo que realizem uma prova auspiciosa, que espalhem a fragrância do toque futebolístico que por naturalidade os angolanos têm de sobra, mas enferma do casamento perfeito com uma política de Estado, no sentido da formação integrada do desportista.
Não sendo este o tema principal deste texto, restava espaço para falar do jogo entre o Progresso do Sambizanga e Desportivo da Huíla, que não se realizou, por culpa da ambulância (?), bem como da decisão da Federação Angolana de Futebol que multou o clube em mil dólares americanos (porquê, em moeda estrangeira?).
Mais do que isso, a Federação Angolana de Futebol orientou a realização do jogo, com a factura de custos a pesar sobre os cofres da equipa do antigo Muceque Mota, que já não está tão gordo assim, pelo que deve, em minha opinião, avaliar bem os custos e benefícios.
Adiantando-me numa posição, que apenas vale o que (não) vale, sou de opinião que a posição da FAF está eivada de um gritante desnorte administrativo, descontando as razões que o órgão teve para agir da forma como o fez, o que mesmo assim, obriga-me a manter a opinião, neste particular, sustentada pela mau hábito das instituições sonegarem informação de interesse público e por conseguinte, permitirem especulações.
Nesta novela penso que para o Progresso do Sambizanga perder os três pontos, se calhar, seria mais sensato e menos oneroso que aventurar-se a pagar as despesas envolventes à realização do jogo, no quadro da decisão tomada pelo órgão reitor do futebol angolano, a não ser que o Clube esteja a nadar em rios de dinheiro.
Por fim, virando a bateria para o Petro de Luanda, dedico esta parte do texto para manifestar total repulsa ao acto protagonizado por um tal cidadão que responde pelo nome de Yuri de Sousa, que no alto de alguma deselegância, destratou profissionais da comunicação social, e até onde sei, arroga-se ao prazer de ter feito bem, e manifesta vontade de repetir o acto, quando lhe aprouver.
Ocorre-me, descer o nível, e perguntar: Mas esse senhor é qual e pensa que é quê? Alguém, deve dizer-lhe que nesta era da sociedade de informação, as instituições que não compreendem o valor estratégico que a comunicação ocupa na gestão e funcionamento institucional, arrisca-se a coleccionar um conjunto de insucessos, que para este caso em concreto, pode advir de um embargo informativo.
O mesmo recado vai para o Senhor Malamba, por quem até tenho uma apreciação positiva da sua postura como homem, apesar de não privarmos em nada, pois, teve comportamento menos curial com certos jornalistas, a quem quis ensinar o ABC de uma profissão, de que ele não percebe nada.
É bom que os dois trabalhadores do Petro saibam, que são apenas isso mesmo, eventuais, numa gestão permissível, que as coisas um dia podem mudar de figura e precisarem de reclamar nos órgãos de comunicação social. Aí, vos será perguntado, se lembram do “dia do inferno” Carlos Calongo

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