Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Equipas esboam tcticas para a presente temporada

20 de Janeiro, 2018
Com o arranque da época a aproximar-se, as 16 equipas que vão desfilar no Girabola Zap de 2018 já esboçam as estratégias com vista a atingirem os seus objectivos. Como é óbvio, no meio desse cenário surgem as agremiações com grandes ambições, no caso viradas para a conquista do título, outras, correm para objectivos medianos e ainda assim com as que lutam para alcançarem lugares mais modestos.
O 1º de Agosto, enquanto campeão nacional em título, e o Petro de Luanda, de vice-campeão, entram na prova com o rótulo de mais sérios candidatos à conquista do troféu da temporada, que arranca a 4 de Fevereiro.
O grémio militar vai estar engajado, além do Girabola, na Supertaça cuja prova defronta a 4 de Fevereiro o rival Petro, enquanto vencedor da Taça de Angola.
Além destas duas provas internas, a turma orientada por Zoran Maki vai disputar ainda em 2018 a Taça de Angola que é rotulada de segunda maior prova do futebol nacional, e também a Liga dos Clubes Campeões Africanos.
Para a prova mais importante da Confederação Africana de Futebol, o d’Agosto defronta, primeiro, o FC Platinum do Zimbabwe entre 9 e 11 de Fevereiro, pode depois cruzar com Bidvest Wits da África do Sul ou com o Pamplemousse SC das Ilhas Maurícias.
A direcção do clube 1º de Agosto, à semelhança da maior parte das demais 16 que desfilam no Girabola, elegeu a cidade de Benguela como palco da preparação para a época. O Petro de Luanda, por seu turno, também estagia em Benguela, desde a primeira quinzena do mês em curso. O grémio do “eixo viário”, a par do d’Agosto, vai estar engajado em várias frentes, com particular realce para a Taça da Confederação.
Esta prova também apelidada Taça “Nelson Mandela”, é por sinal a segunda mais importante do calendário da CAF, em que o Petro tal como 1º de Agosto na Liga dos Campeões, procura fazer da excelência uma divisa.
O seu primeiro adversário das Afrotaças vai ser com o Master Security do Malawi e pode eventual na segunda eliminatória jogar também com uma formação sul-africana, no caso, o Supersport United que é um habitué nas provas sob a égide da CAF.
Com rótulo de equipa mais titulada do Girabola Zap, a turma do “eixo viário” aposta este ano na reconquista do troféu que foge da sua galeria há várias épocas.
Aliás, é importante realçar que o Petro de Luanda, com 15 títulos conquistados, e o 1º de Agosto com 11, são os dois maiores emblemas do futebol nacional, em consequência disso, entram sempre na prova rotulados de sérios candidatos. O Recreativo do Libolo, outra equipa que se junta aos colossos do futebol nacional, pois tem quatro títulos conquistos, nas últimas dez temporadas da prova.
Esta época, a turma da vila de Calulo, na província do Cuanza - Sul, conta no comando técnico com Kito Ribeiro que regressa ao conjunto, depois de ter sido coadjutor de Miller Gomes na conquista de um dos títulos que obteve no Girabola.
O Sagrada Esperança, equipa revelação do Girabola Zap passado, iniciou a pré-temporada em Benguela com a morte do seu atleta Ntaku Zibakaka “Ziba”, durante uma sessão de treinos numa das praias da cidade das “acácias rubras”.
Apesar do infortúnio, cujas causas diagnosticadas apontam para uma ingestão de substância tóxica desconhecida, os diamantíferos vão superar a situação a manterem firmeza na sua preparação.
A repetição da proeza de 2017 que foi a época em que o conjunto logrou um honroso 3º lugar, ou ainda tentar o assalto ao título, devem constituir à partida, as metas da formação da Lunda - Norte que tem no palmarés um troféu do Girabola Zap que conquistou em 2005.
O Interclube prepara a pré-época em Benguela, a par do Kabuscorp do Palanca, é outra das formações candidatas ao título. Pela voz do presidente do grémio adstrito à Polícia Nacional, Alves Simões, o conjunto assume a melhoria do 5º lugar e o pódio como um dos objectivos para a época.
Grosso modo, a estratégia do clube palaquino com o carismático Bento dos Santos Kangamba à frente, não deve fugir à regra do que se perspectiva no Interclube.Se por um lado, 1º de Agosto, Petro, Libolo, Sagrada, Interlube e Kabuscorp correm para a meta com os objectivos no título, por outro, surgem em ângulos diferentes equipas como o Progresso do Sambizanga, 1º de Maio, Académica do Lobito, FC Bravos dos Maquis do Moxico, JGM do Huambo e o Recreativo da Caála com ambições mais modestas.
Além dos anfitriões, 1º de Maio e Académica do Lobito, alguns desses conjuntos com ambições modestas também elegeram Benguela para palco da pré-época.
Assim, destaca-se o Progresso em que Hélder Teixeira rendeu Kito Ribeiro no comando técnico, depois de rescindir o contrato por alegados incumprimentos contratuais. Os sambilas só contam com atletas nacionais este ano.
Os proletários quedaram em 10º lugar em 2017 asseguraram reforços com vista a melhorar a classificação neste ano, depois das saídas de alguns atletas.
O Recreativo da Caála, do Huambo, assume pela voz do presidente de direcção, Horácio Mosquito, a reformulação da estratégia para a presente época que se avizinha.
Depois de uma época titubeante em 2017, em que chegou a estar acossada pelo espectro da despromoção, a turma treinada por David Dias enceta novo rumo.
Com ambições muito mais modestas para época estão os primo-divisonários ,Sporting de Cabinda, Domant FC do Bengo e o estreante Cuando Cubango FC.Os Leões do Norte, treinados por Emena Kwazambi, trabalham com grupo animado neste retorno ao convívio dos grandes do futebol nacional.
A turma cabindense, a par da de Bula Atumba, que tem ao comando o angolano Francisco André “Kito”, enceta a preparação da época de 2018 com uma série de jogos de controlo, para assegurar a manutenção na fina-flor do futebol nacional. A manutenção é um objectivo legítimo para quem desfilou na alta -roda do futebol .
Quanto à estreante formação das Terras do Progresso, vai procurar, como é óbvio, fazer boa figura na maior prova do nosso “association”. E, isso, traduz-se na manutenção da equipa nesta primeira aparição no Girabola, para a partir daí, dar passos mais sólidos.
SÉRGIO V.DIAS

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