Jornal dos Desportos

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Opinio

Est tudo em aberto

17 de Março, 2015
As equipas angolanas ainda comprometidas nas competições continentais tiveram sorte diferente nas provas. Nenhuma delas venceu. Um empate e duas derrotas foi o saldo do fim-de-semana. Apesar dos resultados negativos, nada está perdido, já que os nossos três representantes vão decidir o seu destino diante dos seus adeptos. O sorteio, diga-se, acaba por beneficiar todas elas.

Na Liga dos Campeões, o Kabuscorp não teve arte nem engenho para regressar do Sudão, no mínimo, com um empate. Regressou com o peso de uma derrota por dois a zero. Uma derrota que não compromete as ambições da equipa do Palanca, como disse o seu presidente, Bento Kangamba.

“Nós estamos tranquilos, estamos a preparar o jogo. Os nossos adeptos e todos os angolanos podem confiar em nós. Dois a zero sofridos fora não é complicado. Quem não assistiu ao jogo pensa, se calhar, que o Kabuscorp não jogou nada, mas não é isso que se passou”, disse o homem-forte da equipa do Palanca.

Contudo, os responsáveis do conjunto angolano não devem contar apenas com os seus argumentos. O seu adversário está em vantagem. Esta é a verdade. Algo que vai jogar a seu favor, quando começarem os derradeiros noventa minutos. Começar uma eliminatória em vantagem tem custos elevados. A motivação é outra, os jogadores não entram em campo pressionados. O mesmo não podemos dizer de quem entra para o rectângulo de jogo na condição de derrotado, como é o caso do Kabuscorp.

Mas se o Al Merreikh conseguiu marcar dois golos, a equipa do Palanca pode fazer o mesmo no estádio dos Coqueiros. Aliás, tem de ser este o ânimo dos seus jogadores para que possam inverter o rumo da eliminatória. Mas não é nada fácil, porque anular o 0-2 trazido do Sudão é uma empreitada difícil.

Difícil é também a tarefa do Benfica de Luanda, que regressou de Tunis com o peso de uma derrota nas costas. Para a Taça da Confederação perdeu por 0-1. Menos pesado que o desaire da equipa do Palanca, é uma verdade. Contudo, as dificuldades que vai encontrar para virar o resultado são semelhantes.

Zeca Amaral tem de encontrar o antídoto para vergar um adversário que não é pêra doce. O Étoile Shael é proveniente de um país, Tunísia, com tradição no Continente, um adversário de respeito, diga-se. Contudo, o 0-1 pode jogar a favor dos encarnados da capital, que pretendem continuar a sua marcha nas provas continentais.

O único empate foi alcançado pelo Petro de Luanda na Swazilândia. A equipa do eixo viário foi a Mbambane buscar uma empate a dois golos. Um resultado que coloca praticamente os petrolíferos na próxima eliminatória da Taça da Confederação. Só uma hecatombe por inviabilizar esta ambição. Está tudo em aberto para as equipas angolanas. É só elas acreditaram que nada é impossível.

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