Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Este o ano do DAgosto?

23 de Fevereiro, 2015
Além da competência dos treinadores e da qualidade dos jogadores, os dirigentes também fazem sonhar e, se não fosse isso, o porta-voz do 1º de Agosto, Carlos Alves, com muito boa intenção certamente não teria dito isso antes do campeonato começar: " vamos mesmo ser campeões, o ano passado começamos mal mas depois conseguimos nos estabilizar, por isso este ano contratamos bons reforços para melhorar ainda mais a nossa qualidade competitiva.

Depois ainda chegou a dizer isto: "Se o presidente assumiu um objectivo, a equipa tem de estar preparada para poder atingi-lo, uma equipa como a nossa não pode entrar para o campeonato com outras ambições". Agora, a pergunta que podem fazer hoje todos os que se identificam com o 1º de Agosto depois da primeira derrota averbada ontem é esta: este é na verdade o ano do 1º de Agosto que chegou a dispensar craques da linha média como Chilesche e Amaro?

Esta equipa que ontem caiu no “buraco”, orientado por esse treinador que se chama Dragan Jovic, prometia entrar em grande no campeonato e, desta vez, até vinha exaltando que ostenta nas suas hostes craques de outras terras como o sengelês Bem Traoré, o que orgulhosamente faz até o próprio presidente do clube, Carlos Hendrick, a dizer já que...” este ano" é o ano do 1º de Agosto".

Sonhar na verdade não é proíbido, sobretudo porque nos últimos oito anos mal termina o campeonato nacional sem que o 1º de Agosto volte a ser campeão a malta a si afecta, entre dirigentes, sócios, adeptos saem a terreiro lamentando a sua sorte.
Este campeonato vai até Novembro, todavia, analisando a prestação da equipa militar ao longo das últimas épocas não se pode olvidar que ela numa teve mais uma classificação melhor do que o segundo ao quarto lugares. Por que razão?

Desconhece-se a realidade do orçamento anual da equipa, mas muita malta agostina lamenta, repito, a sua sorte quando aquilatam o peso do clube, a sua história e tradição que fazem-no ser reconhecida como uma instituição que arrasta multidões.

S não fosse uma instituição com toda a certeza o 1º de Agosto não teria o privilégio de ser a equipa com mais adeptos no país e por isso mesmo, não pode continuar a sofrer com resultados inesperados como o de ontem no “buraco” dos “estudantes” do Lobito. Oxala, recupere forças para, jogo após jogo, já a partir da próxima jornada não deixar os outros candidatos irem escapando no “pelotão da frente”, onde os militares, bem visto, podem ter lugar cativo. Ou não é assim?
António Félix

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