Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Antnio Flix

Evitemos discursos de "fraude" eleitoral

27 de Janeiro, 2020
O Ministério da Juventude e Desportos já deu a conhecer que as eleições têm de ocorrer em todas as federações em tempo previsto. Como de costume há já o velho truque dos que se rodeiam, nas lista que encabeçam, de figuras de proa, porque sabem que foi largamente noticiado e comentado que , faça sol ou chuva, as eleições têm de acontecer nos clubes, associações e federações.
É em ocasiões como esta que, quando chega a hora do anúncio das suas candidaturas, muitos concorentes aos pleitos têm se apresentado com discursos floreados em que fezem denotar sinais de que contam e têm fortes apoios institucionais e associativos. Não se coibem mesmo de falar em vitórias antecipadas.
Muitos até quandos lhes é questionado sobre a transparência das suas candidaturas, tratam de espalhar no ar a ideia de que são \"candidatos do sistema\" para, desta forma, assustarem os seus concorrentes e, com isso, chegando mesmo a fazer tábua raza às normas, regulamentos e leis que regem o nosso desporto, para triunfarem a qualquer preço.
Hoje está visto que não passa de artimanha. Porque, na maior parte dos casos, é uma pura basófia.Só querem tirar ganhos...
E muitos não atingem níveis de organização interna de altos padrão. Figuras há que, no calor das campanhas - e depois nos actos de empossamentos - são vistos com o velho canto de que são líderes com mais experiência, se comparados aos outros concorrentes.
Esta pouca vergonha tem de conhecer um ponto final. Sobretudo, para não se dar mote à defesa da fraude que já se vai tornando um mal nas eleições despotivas, como se viu nos últimos anos.
Para não dizerem que estou aqui divagar há uma verdade nua e crua: o caso que aconteceu no ténis de campo, há anos atrás;que resultou no processo que parou - vejam só! - no Tribunal Supremo para a anulação das eleições de 2010. Correu antes sob Processo Nº 575/2008-A que depois foi parar àquele foro judicial.
Por tudo isto, agora que o Ministério da Juventude e Desportos quer acabar com as fraudes, bom recado deve ser acatado pelas comissões eleitorais,passando pente fino a todos os candidatos e aos pressupostos da Lei.
Sobretudo a partir do interior, onde e de onde presidentes das associações não devem ser os únicos com poderes para assinar as subscrições de candidaturas às fedderações. Isto evitará reclamações sobre eventais irregularidades nos processos eleitorais. Portanto, apoio a todo o gás o Ministério da Juventude e Desportos, órgão do govermo, que em Angola cuida da política desportiva, a partir deste ano apostado que haja mais transparência e legalidade nos processos eleitorais para a renovação de mandatos.
Os clubes, associações e federações que adequassem então, para já, os estatutos Lei 05/14 de 23 de Maio.
A Direcção Nacional de Políticas do Desporto do Ministério da Juventude e Desporto, que acompanhará todos os cumprimentos ou incumprimentos até Novembro, deve fiscalizar todos os processos.
Portanto, apoio a todo o gás o Ministério da Juventude e Desportos, órgão do govermo, que em Angola cuida da política desportiva, a partir deste ano apostado que haja mais transparência e legalidade nos processos eleitorais para a renovação de mandatos.
Os clubes, associações e federações que adequem , para já, os estatutos Lei 05/14 de 23 de Maio.
E a Direcção Nacional de Políticas do Desporto do Ministério da Juventude e Desporto, que acompanha o cumprimento ou incumprimento, deve reforçar a fiscalização dos candidatos.


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