Jornal dos Desportos

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Opinio

FAB volta a tramar os angolanos!

31 de Agosto, 2017
O cancelamento do Torneio Internacional de basquetebol em seniores masculinos, prova que deveria arrancar hoje, no Pavilhão Arena do Kilamba, com o termo previsto para o dia dois de Setembro próximo, caiu como uma \"bomba\" no seio da família da \"bola ao cesto\" e não só.

Na ânsia de materializar as promessas feitas durante o período da campanha eleitoral, a actual direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), encabeçada por Helder Martins da Cruz \"Maneda\", anunciou a sensivelmente um mês, a realização no país de dois torneios internacionais, em ambas as classes, provas que serviriam para testar a capacidade das duas selecções nacionais (feminina e masculina).

Depois de ter cumprido um estágio pré-competitivo na República Federativa do Brasil, a Selecção Nacional regressou ao país, para fechar o ciclo de preparação com a disputa do Torneio Internacional. Jaime Covilhã, até então seleccionador nacional das bicampeãs africanas, viu-se forçado a fechar o ciclo de preparação com o Misto de Luanda, para atacar o título da 23ª edição do Campeonato Africano das Nações de Bamako, Mali.

E, como se não bastasse, a direcção do órgão reitor da modalidade fechou-se em copa, não dando qualquer explicação sobre os motivos que estiveram na base do cancelamento do referido torneio. E contra todas as expectativas, a prestação da Selecção Nacional no africano do Mali acabou por ser desastrosa, situação que obrigou o seleccionador nacional a colocar o seu cargo à disposição.

O descalabro da Selecção Nacional sénior feminina no Campeonato Africano de Bamako, ao que tudo indica, parece não incomodar o actual elenco da Federação Angolana de Basquetebol. E para não variar, o filme repete-se, agora com o seniores masculinos, que a partir do dia oito de Setembro próximo, faz a sua estreia na fase final da 29ª edição do Campeonato Africano das Nações, frente a similar do Uganda.

Num espaço de um mês, Herder Martins da Cruz e o seus colaboradores aplicaram dois \"calotes\" à família da \"bola ao cesto\", em particular, e aos angolanos de uma forma geral. Realisticamente falando, estes dois torneios internacionais efectivamente nunca estiveram programados como tal. A leviandade em anunciar a realização dos referidos torneios serviu mais uma vez para a chamada \"operação de charme\".

O teor do comunicado do órgão reitor da modalidade no país, que dá conta do motivo que esteve na base do cancelamento do Torneio Internacional, é de todo ridículo e sem qualquer fundamento. Dizer-se que Moçambique e África do Sul, duas selecções que vão igualmente disputar à fase final da 29ª edição do Campeonato Africano das Nações, estão desorganizados administrativamente, razão pela qual não conseguiram inscrever-se em tempo útil para a prova, é no mínimo faltar com a verdade.

Perante a mais uma irresponsabilidade da direcção da federação, os hendecampeões africanos vão partir para o Senegal, com o ritmo competitivo \"encravado\". Um eventual fracasso do combinado nacional no Afrobasket de 2017, deverá ser atribuído ao elenco federativo, que não criou as condições necessárias para que a Pré-Selecção Nacional fizesse uma boa preparação. Aliás, o estágio que efectuou na China, foi uma “doação” da congénere chinesa.

Como nota final, realço aqui, o desabafo do internacional angolano, Milton Barros, atleta que foi afastado do grupo, alegadamente, por opção técnica. O até então capital dos hendecacampeões africanos decidiu abrir o livro a Rádio Ecclesia afirmando \"que preferiu renunciar a selecção devido ao mau ambiente que se instalou no seio do grupo\".

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