Jornal dos Desportos

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Opinio

FAF em Assembleia sem contas na agenda

26 de Novembro, 2017
O Doutor Luís de Assunção Mota Liz, uma figura de peso nos meandros da nossa Justiça e no nosso mundo académico convocou, para o dia 18 de Dezembro próximo, a Assembleia Geral da Federação Angolana de Futebol, com uma agenda onde não consta um ponto em que muita malta da tribo do nosso futebol questiona a (des)prositada omissão: a prestação de contas.
Só está lá tabelado a leitura da aprovação da acta anterior, aprovação do plano de actividades para 2018, aprovação do orçamento de 2018, aprovação das alterações do Estatuto da FAF, aprovação de regulamentos, aprovação do regulamento de licenciamento dos clubes, aprovação de alterações de regulamentos do campeonato da 1ª divisão, informação e distribuição dos diplomas durante a época de 2018 e diversos.
Por que razão não consta o relatório de contas de 2017 e já se agendou a discussão de orçamento de 2018? A meu ver a omissão não é da Mesa da Assembleia, é da Direcção que, certamente, embora se depare com uma crise de receitas ou financiamentos substancias...não deixou ainda assim de fazer contas de somar e subtracção com o dinheiro público e particular que recebeu, ainda quem em cifrões de lamentar.Sabemos que muitas das realizações foram anotadas em abono do nosso futebol, sobretudo para as selecções.
Não teriam sido possíveis; não teriam sido logrados se, convenhamos, não houvesse recursos financeiros à mão ou á consignação.
A FAF não se coibiu de dar a boa nova de que abriu alas para buscar patrocínios, ainda que poucos tenham caído a \"conta gota\", buscados com sucesso nos corredores do poder político e da alta finança sem a qual dificilmente, por exemplo, os nossos Palancas estariam na fase final do CHAN que vai acontecer em Janeiro em Marrocos. Quanto orçou a campanha? Qual é a dívida?
Os filiados, após a Assembleia, certamente não gostarão de ser despachados às suas \"origens\" sem discutirem a questão do relatório e contas. Fica bem terem a oportunidade nesse sentido, o que até evitaria as especulações que correm no \"inner clrcle\" do nosso futebol onde se fala e comenta de alegados altos financiamentos, jeeps de alta cilindrada e outras coisas mais por se confirmar.
A federação, de experiências em consulados anteriores, sabemos todos isto, só tem formalmente um orçamento de quatro milhões, ínfimo para os desafios incomensuráveis do nosso jogo da bola que por cá se faz. Mas é bom dizer; é bom contar aos associados, aos filiados como é que eventualmente já não se fazem estas \"contas de somar\", em vez de lamentações mediáticas.
O Governo, na pessoa do Ministério da Juventude e Desportos, é chamado muitas vezes a acudir a crise financeira da FAF. Quanto deu ou não neste tempo de \"banca rota\"? Há associados, há filiados ávidos em ver saciada esta legitima curiosidade !
A FAF teve presidentes que bastavam rodopiar, olhar para onde estava a Sonangol e sempre viam aberturas dos cordões à bolsa.
É certo que o feziam porque esta multinacional é(ra), oficialmente, a patrocinadora da FAF. O actual líder, Artur Almeida, moveu-se bem nos mesmos corredores? E se sim...qual é o resto? Portanto, dito e visto, vamos repetir: em termos de «serventia», no bom sentido pois claro, seria bom fazer constar na agenda de Assembleia Ge
ral o relatório e contas do muito ou pouco que geriu, até mesmo por uma questão de boa gestão, transparência e democracia.
Ou não é assim?

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