Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Festa rija em Moscovo

03 de Julho, 2018
Estou cada vez mais convencido, de que o futebol, é a mais bela manifestação de toda a humanidade. É verdade. A única actividade que deixa um país inteiro eufórico, em júbilo e de corações ao alto.
O que a cidade de Moscovo viveu, na tarde de domingo e madrugada de segunda-feira, quase que não se consegue descrever. O alvoroço que se sentiu após à confirmação da qualificação da Rússia, aos quartos de final, recorda-nos os festejos da conquista de um campeonato do Mundo.
A agitação popular foi de tal forma gigantesca, que Moscovo parecia estar a reviver os festejos dos 100 anos da Revolução Russa. O tal mediático acontecimento, cuja história descreve como o culminar da morte do capitalismo e o fim da exploração do homem pelo homem.
Foi uma manifestação de enorme júbilo, por parte dos adeptos, em apoio e satisfação ao mais novo feito protagonizado pela selecção da casa. Era impossível conter os ânimos, o exaltar da alegria, o pular de contentamento, o gritar de felicidade, num estado intrínseco de êxtase.
Quando o guarda-redes russo, Akinfeev, feito herói do jogo, defendeu o penálti do espanhol Aspas, assistiu-se a uma enorme explosão de alegria. E, é quase impossível apagar da memória, a imagem em que um adepto russo olha para o filho a chorar “baba e ranho” de tanta alegria, e também ele de sata a chorar, num cenário emocionante, com a mãe a assistir aos dois com sorrisos nos lábios e a bater palmas. Um quadro lindo, bonito, que só o futebol é capaz de proporcionar...
As imagens acerca da qualificação da Selecção anfitriã, tomaram conta dos noticiários, encheram jornais, revistas e magazines, pintaram o dia de branco, azul e vermelho. Nas ruas, os adeptos abarrotaram as estradas, complicaram o trânsito, fecharam as ruas, uns transportados em carros topo de gama, outros ainda, em motos de alta cilindrada e até bicicletas, tornaram o centro de Moscovo no mais admirável e majestoso palco de festejos dos feitos do futebol russo...
Dos esplêndidos “arranha céus”, viam-se as bandeiras agitadas ao vento, nos punhos de adeptos fervorosos, que após assistirem pela televisão ao jogo da Selecção, não quiseram perder a oportunidade de mesmo do alto do andar, exteriorizar a satisfação pela conquista de mais uma vitória.
A festa foi rija e prolongou-se noite adentro, com os adeptos mais fervorosos e resistentes atraídos para restaurantes e bares da cidade. Jorrou litros de vinho e de cerveja. E, a ressaca, essa, promete ser demorada...
Paulo Caculo|Moscovo

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