Jornal dos Desportos

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Opinio

Festejar o ttulo na casa do Petro?

01 de Novembro, 2016
Quais dos árbitros, no próximo domingo, vai apitar o jogo Petro de Luanda-1º de Agosto, para o fim do campeonato e no qual está para se ver, como disse Tomás Faria, que os militares sem as ajudas dos homens do apito dificilmente ganham aos militares?

Oxalá seja um de primeira categoria, um igual ao que vi trabalhar em campo no dia 26 de Novembro de 2006, que é a data em que o 1º de Agosto conquistou o seu anterior campeonato, com vitória, por 2-1, na última jornada, diante do Interclube, no estádio dos Coqueiros. Lembram-se ain da os leitores daquele jogo?

Esteve lá naquele ano a apitar um santo juiz, o senhor Jorge Magalhães, da província de Luanda, que - ainda me lembro - até tinha pedido a observação de um minuto de silêncio em memória dos atletas, dirigentes e outras entidades já falecidas que deram o seu contributo para o clube do “militar” e que, certamente, lá nos céus onde estão dão força a este clube para ser campeão...misticismo à parte!

Era na altura técnico da equipa militar o inolvidável holandês Jan Brower, mas neste de 2016, e até à próxima jornada, o 1º de Agosto vai a casa do Petro de Luanda com a vontade de ganhar sob às ordens de Dragan Jovic. Conseguirá ou não?

O jogo ainda está para acontecer e não se sabe se é o Petro que voltará a fazer "gato sapato" ao 1º de Agosto ou este àquele. Deixa-me é aproveitar a ocasião de momento para dizer que, nesta hora de júbilo e fanfarra nas hostes do clube, todos os agostinos de gema devem estar a dizer que afinal valeu a pena a direcção ter dispensado o técnico Daúto Faquirá e assinar por baixo do contrato deste senhor treinador chamado Dragan Jovic que soube montar uma equipa ganhadora.

O encontro marcado com o grande rival Petro de Luanda, no domingo, que tem o rótulo de "ajuste de contas e acho que ao longo desta semana o 1º de Agosto vai treinar a doer para depois ir a própria casa do Petro de Luanda mostrar que não costuma ganhar, não senhor, com as ajudas dos árbitros.

Jogar a campeão e "vencer na cara deles", como se diz, deve ser o discurso a ser adoptado no balneário militar e também fora pelos adeptos e sócios do 1º de Agosto a fim de se "calar" os petrolíferos onde quer que estejam. Para o 1º de Agosto foram nove anos sem ganhar um campeonato e então para fechar a época com a "chave de ouro", colocando a cereja em cima do bolo, vai pretender mostrar ao país está afinado para levar a melhor no tal grande jogo, esse clássico apodado de "tira-teimas".

Quer dar a ver que indubitavelmente mostrou ao “País Desportivo” que foi a melhor equipa nas 29 jornadas em que fez jogos emocionantes e convincente, num campeonato condimentado por factores vários: jogos de palavras, pontos somados e perdidos, ambições confirmadas, sonhos desvanecidos e descidas de divisão consumadas, enfim...

Em boa verdade, a grande particularidade esteve no facto de até à jornada passada a prova ter fechado já a decisão do título que era disputado palmo a palmo por estas duas equipas: 1º de Agosto e o Petro de Luanda.

Para mim, definido que está o campeão - mesmo que seja só em forma virtual porque ainda não está homologado - a prova está carimbada com a safra positiva deste 1º de Agosto que aproveitou todas as hipóteses competitivas que pendiam a seu favor para cantar vitória. E está a cantar alto e bom som.

Defendo que terminado que está o campeonato, 1º de Agosto não poderá afasta o grosso dos jogadores da sua equipa, nem sequer accionar chicotada alguma, sob pena de "indemnizar" toda a nação rubro e negra que confiou e confia nesta equipa de luxo onde o maestro é o Gelson.

Porque é uma equipa que no início da época chegou a boas conversações com as melhores atletas do plantel e um capaz corpo técnico para o sucesso que está cristalizado no título desta época.

Algumas vezes, é verdade, a equipa arrolou argumentos da falta de sorte para esclarecer o encurtamento da caminhada ao título quando também ainda estavam na corrida o Libolo, Kabuscorp do Palanca e Benfica, mas ,noutras vezes, evidenciou, em termos de jogo jogado, que não viu enguiços de monta daquelas equipas. E portanto, parabéns, porque todos, mas todos mesmos, trabalharam para haver alegria no Rio Seco.
António Felix

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