Jornal dos Desportos

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Opinio

Festejo vista

07 de Junho, 2016
Hoje pode haver festa no BIC-Basket. As formações do 1º de Agosto e do Recreativo do Libolo voltam à quadra esta noite, para a disputa da quinta partida da final do play -off, à melhor de sete jogos. Em caso de vitória, a turma militar põe um ponto final, à conversa, ou seja, sagra-se campeã da presente época basquetebolista.

No caso do Libolo revelar alguma capacidade de reacção e contrariar os intentos dos militares, então, relança a disputa ao anel dourado da bola ao cesto nacional. Só que a competição volta ao pavilhão Vitorino Cunha, onde os donos da casa dificilmente concedem facilidades, como deu para ver nos primeiros dois desafios.

Mais do que isso, os pupilos de Ricard Casas entram para o desafio super-motivados, talvez determinados em não adiar a festa para outra ocasião. Espera-se por isso um desafio renhido, em que o Libolo deve ter mais responsabilidade já que é o objectivo do público assistente não ver o torneio terminar por aqui.

O que pode dizer-se, é que há mais tendência para a consagração da formação militar em função dos resultados, do que por parte da equipa do Cuanza Sul. Quem acompanha esta final desde o princípio, deve ter notado a diferença em termos de capacidade decisiva entre as duas formações. O 1º de Agosto faz mais, realiza mais e resolve mais.

É evidente que para tudo há sempre uma primeira vez. Mas não há muita crença que o Libolo consiga esta noite a primeira vitória no Vitorino Cunha. Há, de resto, desnível entre as duas equipas. Não obstante a vitória obtida por Norberto Alves e pupilos no Dream Space foi pouco convincente.

O forte do 1º de Agosto radica na capacidade de resposta das suas unidades de reserva, o que não se passa com o Recreativo do Libolo. Portanto, Ricard Casas sempre que queira rodar a equipa, procede à troca de jogadores, e nota-se que a equipa mantém o mesmo ritmo competitivo, o que não se verifica com Norberto Alves.

Em regra, quando jogadores de topo como Carlos Morais ou Olímpio Cipriano vai para o banco, consta que a equipa perde alguma capacidade de reacção, regista-se igualmente baixa percentagem de conversão. Portanto, o Libolo não tem um banco consistente e quando assim é, o técnico obriga-se a insistir nos mesmos atletas.

Vai daí o desequilíbrio na quadra que normalmente ocorre no terceiro ou quarto quartos. É neste período que o 1º de Agosto assume a liderança do jogo, porque em termos de resistência física está melhor. Os seus jogadores têm menos tempo de jogo em relação aos da outra equipa. Também se nota na equipa do Libolo uma incapacidade de reacção à desvantagem.

Em regra, quando o 1º de Agosto se adianta no marcado em mais de dez pontos, o Libolo entra em pânico, desconcentra-se, passa a jogar, como reconheceu o seu treinador no final do último jogo, a actuar mais com o coração do que com a cabeça e acaba por embaraçar tudo, complica o seu próprio jogo. Vamos esperar para ver o que será esta noite.

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