Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Final mundialista

01 de Fevereiro, 2018
O Campeonato Africano das Nações Chan\'2018 está prestes a terminar. De resto, das 32 partidas previstas no calendário, só faltam duas por realizar. Uma, de apuramento ao terceiro lugar, e outra, que vai determinar o vencedor da prova que arrebata o troféu à República Democrática do Congo, que nem participou para a sua defesa.
Com efeito, Marrocos e Nigéria são as equipas que tiveram o mérito de chegar à meta, numa clara demonstração das qualidades e maturidade competitiva que permitiu passar por outros concorrentes, apesar de terem experimentado dificuldades em determinadas ocasiões do torneio, todavia, superadas pelo apurado domínio.
Na verdade, pelo que foi o percurso das equipas ao longo do torneio, a condição de finalistas não deve ser questionada. Ambas, tiveram todo o mérito. A selecção de Marrocos, por exemplo, não facilitou em nenhuma ocasião mesmo no empate a zero com o Sudão, na terceira jornada da primeira fase viu a vitória escapar -lhe por um fio. Teve, pois, oportunidades de golo feito.
A Nigéria também teve um percurso igual. Terminou a primeira fase em primeiro lugar no seu grupo. Não obstante, a contar para os quartos - de -final levasse um tremendo susto dos Palancas Negras, não se lhe pode tirar o mérito. Aliás, quem perde o jogo até ao fim dos 90 minutos regulamentares e chega à igualdade milagrosamente nos instantes finais, e dá a volta ao resultado no período complementar, só pode ser forte.
O apuramento das duas equipas, ontem, valorizou a final da prova. Temos a certeza que vão bater-se com garra e determinação pela coroa. Estão, pois, criadas as condições para uma final que promete luta do princípio ao fim, com um futebol alegre e vistoso que só equipas de gabarito proporcionam.
Para a selecção de Marrocos, a situação pode estar mais facilitada, em função da condição de anfitriã. O público marroquino costuma lotar o Estádio Mohammed V, agora, deve ter motivos mais do que suficientes para preencher os espaços e puxar a selecção para a vitória, e consequentemente para o título africano, objectivo que persegue desde a primeira jornada.
A assistência pode converter-se no segundo adversário para a selecção nigeriana. Contudo, com a maturidade que se lhe reconhece, é bem capaz de não se inibir e lutar pelos seus intentos, independentemente, de achar-se na condição de forasteira. Afinal, há exemplos de selecções que perderam finais nos seus domínios, o mais badalado foi a do Brasil que em pleno Maracanã viu escapar para o Uruguai o troféu, o Campeonato mundial de futebol de 1950.A selecção de Marrocos é favorita, contudo, não fica descartada a possibilidade de a da Nigéria fazer história em casa alheia, caso saiba anular as investidas da adversária, porque o vozeirão das bancas não defende as jogadas ofensivas, tão pouco leva a bola à baliza. O seu jogo é apenas emocional...

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