Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fomento do turismo por via do desporto

08 de Junho, 2019
O desporto, como uma actividade de índole social, lúdica, de divertimento, hobby ou até mesmo de passatempo, pode proporcionar uma oportunidade para a criação de atracção de investidores, para qualquer sociedade. Pode, inclusivamente, ajudar no fomento de turismo, a chamada indústria da paz, e, desse modo, ser paralelamente uma fonte geradora de receitas e auxiliar a diversificação da economia de uma sociedade ou nação, como é o caso de Angola.
Não faz muito tempo que o país acolheu a primeira edição do Torneio “Presidential Golf Day”, que abriu portas não só para o fomento desse desporto (o golfe) e do incentivo da sua prática, mas também para potenciar o investimento turístico.
A partir da primeira edição deste torneio internacional, resultante de uma acção conjunta do Ministério da Hotelaria e Turismo, Complexo Mangais e outros parceiros, foram ainda lançados os pressupostos necessários, para este importante veículo do sector turístico, como exprimiu Ana Paula do Sacramento Neto. A ministra da Juventude e Desportos advogou, todavia, um trabalho para atracção de investimentos no turismo.
O acto realizado no Complexo do Mangais, na Barra do Kwanza, e que contou com o envolvimento pessoal do Mais Alto Mandatário da Nação, João Manuel Gonçalves Lourenço, permitiu também a interacção entre homens de negócios, visando a parceria no âmbito do programa do Executivo de diversificação da economia. Portanto, o Torneio “Presidential Golf Day”, que se enquadrou no “Fórum Mundial do Turismo”, realizado entre 23 e 25 de Maio último na capital do país, Luanda, surgiu como uma lufada de ar fresco para a bolsa nacional e para obtenção de receitas, como é óbvio.
É um processo que evidencia, de forma inequívoca, as valências que as diferentes modalidades desportivas podem proporcionar, não só para o fomento turismo, mas assim também como para a obtenção de receitas. A nível do país vem se fazendo um trabalho árduo nesse campo e, sobretudo, numa altura em que a diversificação da economia, assume-se como uma das grandes bandeiras idealizadas pelo Executivo.
O desporto, diga-se de passagem, tem esse condão de poder proporcionar a componente, que pode resultar na geração de receitas. O futebol, basquetebol, o próprio golfe e outras modalidades desportivas podem dar corpo a todo este processo, através da organização de eventos. Isto é algo inequívoco e não há qualquer margem para dúvida.A prova clara disso ocorre em ocasiões que o país assume a organização de eventos desportivos, assim como os II Jogos da África Central, realizados em Luanda no ido ano de 1981, o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2010, que Angola acolheu na capital do país, Cabinda, Benguela e Huíla, isto só para ilustrar a título de exemplo.
Eventos do género acabam por resultar num casamento perfeito entre o desporto e turismo, que podem, por assim dizer, resumir-se em verdadeiras fontes de receitas para o país. Enfim, eventos desportivos como os atrás referenciados, a exemplo do que aconteceu também com a organização de duas edições do Afrobasket (em 1989 e 2007), assim como do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, que o país acolheu em 2013 nas cidades de Luanda e do Namibe, afiguram-se, sempre, como uma oportunidade ímpar para casar o desporto com o turismo. E disso, como é óbvio, advêm receitas que podem alavancar a economia nacional, numa altura em que o mundo é assolado, por uma crise derivada da “ainda resistente” baixa do preço do petróleo no mercado internacional. Por isso, há toda a necessidade de o país trabalhar no sentido de, cada vez mais, alavancar a economia nacional por via do desporto. Nesse sentido, o desporto acaba, também, por jogar um papel crucial. Daí é preciso colocar mãos à obra e o resto, claro está, vem por acréscimo!!!... Sérgio V.Dias


Últimas Opinies

  • 17 de Junho, 2019

    Perguntem a Qatar Airways ... se eu que me gabo!

    A Qatar Airways, uma das mais prestigiadas companhias aéreas do mundo e a que mais cresce actual e anualmente, com sede no emirado do oriente médio, apoia com muito orgulho uma ampla.

    Ler mais »

  • 17 de Junho, 2019

    A falta de patins

    A província da Huíla, que se assume como um viveiro de várias modalidades desportivos no país, como o atletismo, tiro aos pratos, karting, futebol, isto só para citar algumas, enfrenta hoje um verdadeiro dilema, no que diz respeito a massificação do hóquei em patins.

    Ler mais »

  • 17 de Junho, 2019

    Palancas: prmios, direitos e patriotismo

    A questão que emergiu agora em Portugal, em tornos dos Palancas Negras, que reclamavam prémios, só acertado à ultima da hora, não é de hoje.

    Ler mais »

  • 17 de Junho, 2019

    Que o Egipto nos ajude!...

    Uma década depois, os Palancas Negras voltam ao Egipto. Sob orientação de Oliveira Gonçalves, com então estatuto de mundialista, o "onze nacional" não foi capaz de se qualificar para outra fase. A presença naquele país assinalava o regresso dos Palancas Negras ao Campeonato Africano das Nações (CAN), cumprindo seis anos de ausência. Foi um CAN memorável, apesar do resultado não ter sido digno de um mundialista

    Ler mais »

  • 15 de Junho, 2019

    Histrico apagado

    Hoje, neste espaço de opinião “A duas mãos”, nos propusemos a falar do Atlético Sport Aviação (ASA), um clube histórico, que movimenta particularmente o futebol e cuja existência remonta desde 1 de Abril de 1953.

    Ler mais »

Ver todas »