Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Formar melhor do que um ttulo do Girabola

04 de Março, 2019
Quantas vezes vai ser necessário dizer, quão importante é a formação? Os militares podem, se a sorte assim quiser, colher mais frutos. Luvambo, um dos seus produtos, pode vestir um dia a camisola do Manchester United. É uma pena, que não reúna a idade para firmar já um contrato com o Manchester United. E, por azar, é pretendido em Portugal, uma das poucas janelas abertas ao jogador, para crescer. Essa possibilidade deixa-me indisposto. Apesar de reconhecer, ser um dos países que aposta muito na formação, o certo é que não temos sido felizes com os portugueses. Hoje, já tinhamos outra qualidade e nomes sonantes no futebol africano e mundial. Infelizmente, Portugal é uma má experiência neste capítulo. Só isso, explica que os grandes futebolistas africanos surgem em França, Bélgica e Inglaterra. Jogadores como Gilberto, Flávio, Zico e tantos outros, nunca mereceram a atenção dos melhores clubes portugueses. E, outros, que manifestamente tinham qualidades para jogar, sem quaisquer favores desses clubes e campeonato, acabaram por verem as carreiras encurtadas, por falta de oportunidade e por uma alergia qualquer que assola os tuga, quando o assunto é futebol e jogadores angolanos. Não tenho dúvidas, que Cristiano Ronaldo não chegava ao nível que chegou, se continuasse em Portugal. Aliás, todos os melhores jogadores portugueses nunca couberam no seu país. Oxalá, Luvambo tenha melhor sorte nas mãos dos portugueses. No entanto, retomo a ponta de reflexão, para reafirmar que num contexto futebolístico como nosso, em transição da economia centralizada para a de mercado, o melhor que os clubes devem fazer, é investir com rigor e com toda a seriedade na formação. Contratem treinadores de renomes para formação. Ao fazerem isso, não vão gastar dinheiro, mas investir. Metade, do plantel do 1º de Agosto, resulta da sua formação. Nelson, Mário, Show, Vanilson, Massunguna, Ary Papel e outros. E, ainda pode vender e encaixar alguns milhares, que nenhum título do Girabola Zap lhe daria. Teixeira Cândido

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