Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fraca presena de pblico

22 de Abril, 2015
O público do futebol, em Luanda, continua a distanciar-se dos estádios. Salvo algumas excepções, é negativo que os recintos com capacidade para albergar quinze, vinte ou cinquenta e cinco mil espectadores, como é o caso do “11 de Novembro”, apresentem uma quantidade reduzida de espectadores. Esse facto, é igualmente visível em confrontos de carácter internacional, que envolvem tanto as selecções nacionais como as equipas que representam o país nas competições africanas. Já houve casos em alguns estádios nacionais, que as equipas estrangeiras contaram com mais adeptos do que as angolanas. Algumas causas concorrem para que isso aconteça. A fraca qualidade do futebol que a maioria das equipas nacionais ainda desenvolvem, os preços dos bilhetes de ingresso, por muitos considerados elevados, assim como as transmissões televisivas dos jogos de maior importância, são apontados como factores que concorrem para que isso aconteça, aos quais não devem estar dissociadas as difíceis condições de acesso e de acomodação aos espectadores que alguns estádios oferecem. Neste particular, referimo-nos a parques diminutos para o estacionamento de viaturas, desordem no acesso e saída de espectadores, bem como a inexistência de quartos de banho com as mínimas condições de uso e higiene, entre outros.

Em nossa opinião, no que diz respeito aos jogos das selecções nacionais, compete aos órgãos da Federação Angolana de Futebol (FAF) e aos do Girabola, Taça de Angola, Segundona e de outros escalões, aos clubes arranjarem fórmulas para que o cenário seja invertido.

Melhor acessibilidade dos espectadores aos estádios, na aquisição de bilhetes de ingresso, melhor estruturação do futebol nacional que passa pela melhoria das infra-estruturas e na elevação da qualidade dos quadros técnicos e administrativos, melhor programação nos clubes para todo o futebol.

Isso, principalmente, nos escalões de formação que devem começar nos infantis e não nos iniciados como acontece na maioria das agremiações desportivas, por forma a permitir que seja cumprido o círculo de formação, que vai de oito a dez anos, são alguns dos quesitos que devem ser levados em consideração. As campanhas de angariação de sócios, assim como o desenvolvimento mais profundo pelos clubes, e as políticas de marketing, também devem ser levados em linha de conta.

Não é justa, a medida por vezes tomada pela FAF, de não cobrar nenhuma quantia monetária para o ingresso ao estádio em alguns jogos em que os Palancas Negras são intervenientes. Ainda que o faça de forma simbólica, o cidadão deve pagar bilhete, para contribuir com responsabilidade e cidadania para com as selecções nacionais e clubes.

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