Jornal dos Desportos

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Opinio

Frentica "procisso" de regresso a casa

10 de Julho, 2018
O Mundial de Futebol de 2018 caminha para o fim. Já só faltam quatro jogos. Quem diria. Passou rápido. Para trás ficaram 60 jogos, vários espectáculos e diversas emoções, que os adeptos levam para casa como lembrança de um campeonato marcado por enormes atracções.
Nos dias que correm, tem sido frenética a corrida de selecções e adeptos de regresso aos países de origem. Os hotéis ficaram vazios, os restaurantes e cafés perderam a clientela e a cidade está sedenta de turistas. Pelas ruas de Moscovo já não se assiste a anterior azáfama de adeptos a circularem de um lado para o outro.
As enchentes passaram para os aeroportos, onde diariamente selecções e adeptos seguem viagem de regresso a casa. Os voos partem cheios e a todo o instante.
Há informações de que a Transportadora Área Portuguesa (TAP) tem sido a mais solicitada. Muito por culpa da tal forte procura, os preços dos bilhetes comercializados pela transportadora portuguesa dispararam.
Mas há também muitas reclamações de atrasos de voos, facto que está a gerar enorme contestação. E pude sentir isso mesmo, durante a minha viagem de Luanda a Moscovo, em que observamos uma curta paragem em Lisboa.
O voo que inicialmente tinha saída para Moscovo às 14 horas, apenas deixou Lisboa à meia-noite depois. Na sequência houve, como é óbvio, um grande “sururu” junto aos balcões da TAP, com alguns passageiros a exigirem responsabilidades.
As onze cidades do Mundial, aos poucos, vão se desmontando para o regresso à vida normal. A última a fechar as cortinas será Moscovo, palco da final de 15 de Julho. Cresce a cresce a expectativa em torno dos adeptos que cá ficaram.
Os croatas são os mais barulhentoz dos últimos dias. Vivem um momento de sonho. Dizem que já fizeram o seu Mundial, a sua história na Rússia. Acreditam na presença na final. Na quarta-feira, já veremos! Paulo Caculo, Moscovo

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