Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Futebol de primeira

19 de Fevereiro, 2016
Após o defeso prolongado de cerca de 100 (cem) dias, considerado o mais longo de todas as competições futebolísticas mundiais, o Girabola-2016, agora com a cognominação de ZAP, arranca hoje, para o gáudio dos amantes do desporto-rei, ansiosos em desfrutar momentos de bom futebol.

Como tem sido hábito, os clubes, na intenção de não defraudarem as suas massas associativas, e fazendo jus ao estatuto de girabolista, o que para muita gente significa estar no meio dos grandes, estão no processo dos últimos retoques, depois de terem preparado da forma que melhor acharam conveniente, e que os seus orçamentos financeiros permitiram. Uns, cujos orçamentos financeiros permitiram, optaram pelo estrangeiro, enquanto que outros, ficaram em Angola.

Embora contestada em alguns círculos futebolísticos a forma de realização, (muitos são de opinião que deve ser por séries regionais), com as consequências daí decorrentes, fundamentalmente no âmbito financeiro, este campeonato promete elevar os níveis de competição técnica-desportiva, em termos comparativos com o anterior, em função da forma como as equipas se prepararam. Alguns clubes reforçaram-se com atletas estrangeiros, sobretudo africanos, o que convenhamos, não obstante a crise financeira que também se faz sentir nos clubes, traduz uma melhor qualidade ao futebol nacional. Clubes com maiores posses financeiras, como o Recreativo do Libolo, Benfica de Luanda, 1º de Agosto, Petro de Luanda e Interclube, levaram a melhor na contratação de atletas, que dada a experiência adquirida na diáspora, constituem mais-valias não só para as competições internas como nas organizadas pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em que estão inseridos.

O Recreativo do Libolo, 1º de Agosto, Petro de Luanda, Kabuskorp do Palanca e Interclube, pelo estatuto dos seus clubes e pelo nível de organização aliada a forma como prepararam a época, que poderão ser “acossados” pelo Progresso do Sambizanga e Benfica de Luanda, que não querem ver a “banda a passar”, que encetaram uma reorganização em tempo oportuno, são as formações que reúnem maior probabilidades de e digladiarem pela conquista do título. Para estas equipas, a presença nas competições da CAF, no próximo ano, é uma possibilidade que concorre para a luta titânica pela conquista do título.

O Atlético Sport Aviação (ASA) que nos últimos tempos se tem debatido com dificuldades financeiras acrescidas, conseguiu montar um plantel com alguns atletas de referência, o Sagrada Esperança, numa proporção mais reduzida, também reúnem condições para lutar por uma vaga nas competições da CAF, enquanto que as demais, sem qualquer sentimento de pejoro, vão se bater pela permanência na final flor do futebol nacional, conferindo também o seu quê de interesse e motivação na luta pelos seus objectivos, o que não significa que vão protagonizar um campeonato a parte.

De acordo com algumas informações que circulam no meio futebolístico nacional, os clubes que jogarem na condição de anfitriões devem criar todas as condições de acesso aos estádios com a respectiva comodidade, parques de estacionamento para viaturas, quartos de banho, etc, para não falar nos preços dos bilhetes de ingresso, que ao contrário do que se verificou em 2015, devem ser consensuais e equiparados. A política de publicidade e marketing deve ganhar maior impulso por parte dos clubes, com a criação de áreas específicas de actuação. O que se verificou nos anos anteriores, e o que ao futebol diz respeito, tem sido pouco publicitado, e os recintos continuam com poucos símbolos dos clubes, como camisolas, porta-chaves, cachecóis, chapéus, etc.
Leonel Libório

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