Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinião

Gestores incompetentes

12 de Outubro, 2017
A falta de uma gestão estratégica e qualificada pode acarretar a perda de muito dinheiro e até mesmo a falência de uma empresa ou de uma estrutura. Não acompanhar as transações financeiras ou outras podem prejudicar irreversivelmente os resultados de uma organização.
Esta abertura tem muito a haver com a realidade em que se encontram algumas das estruturas desportivas que foram construídas de raíz e reabilitadas em função das competições que o país acolheu, nomeadamente o “Africano” de Andebol, o Afrobasket e o Campeonato Africano de Futebol. Tudo isto devido a falta de uma gestão eficiente.
O nosso país dispõe de muitas infraestruturas desportivas, muitas delas herdadas do tempo colonial e mais tarde distribuídas pelos diversos clubes. Depois da independência, outras estruturas foram erguidas de raíz. Contudo, algumas destas instalações têm estado a degradar-se a olhos vistos.
Cada programa, nacional, provincial ou mesmo municipal, é composto por eixos prioritários e medidos em função da responsabilidade de cada gestor. O conjunto destes elementos esboça a estratégia de desenvolvimento a ser executada durante o período que o gestor estiver no dever da sua função.
Pressupõe dizer que cada um dos intervenientes assuma o seu papel e as suas respectivas responsabilidades na execução dos programas elaborados pelas estruturas competentes, neste caso concreto, o Ministério da Juventude e Desportos.
Em função de tudo isto, pergunto: porquê que grande parte das nossas estruturas desportivas estão destruídas? Quais as causas do abandono a que estão votadas? Para mim, só há uma razão: A gestão deficiente e incopetente dos responsáveis provinciais do Ministério da Juvenude e Desportos, porque são eles que têm a missão de velar pelas referidas estruturas.
Digo isto porque um planeamento bem estruturado evita surpresas, como as que, infelizmente, estamos a ver nas instalações desportivas, que têm poucos anos de vida. Um gestor bem sucedido e, no caso mais específico dos directores provinciais do MJD, precisa reunir o maior número de informações possíveis sobre aquilo que lhe está dependente, no caso os pavilhões desportivos.
Precisa de fazer sempre projecções realistas, monitorar de perto estas estruturas e analisar sempre que possível os custos de manutenção das mesmas, cuja responsabilidade recai aos seus ombros.
A nível nacional o Ministério da Juventude e Desportod tem a sua quota parte de culpa no caus em que se encontram algumas destas instalaçoes desportivas. Digo isto porque o MJD tem a responsabilidade histórica de liderar, em parceria com instituições de reconhecido mérito, os processos de investigação científica para dar resposta baseada em evidência aos inúmeros desafios que se observam na àrea de gestão de instalações e infra-estruturas desportivas, procurando, desta forma, alavancar o desporto nacional e, quiça, a qualidade de vida dos angolanos.
É lamentável o actual estado dde algumas estruturas desportivas erguidas há bem pouco tempo, tudo por causa de uma gestão dificiente e de alguns adultos irresponsáveis, que se sentem varões, sem esquecer a má conduta da população residente na área, que ajuda na destruição dos mesmos.
O MJD, deveria criar um um modelo de gestão ( se existe não funciona) das infraestruturas, que passará pela criação de uma “entidade única” para as gerir, numa lógica de “profunda restruturação” no sector do desporto.
Este modelo, na minha modesta opinião, seria meramente de legalidade por parte do MJD, e de criar um ambiente pra que as decisões de execução de políticas desportivas estejam, de facto, sob a alçada das respectivas federações.
Um dos propósitos dessa profunda restruturação no sector do desporto, no meu onyo de vista, visa, justamente, criar um ambiente legal para que haja regulação e fiscalização das estruturas.
Este desnível no tratamento das instalações desportivas tem de ser um dos focos da nova Ministra do MJD, a senhora Carla do Sacramento. O tema deve ser um motivo de encontro de diversas personalidades ligadas ao desporto, para se debruçarem sobre a gestão dos espaços desportivos.
Afinal, esta é uma preocupação de todos os segmentos da vida desportiva, que pretendem ver alterada esta situação critica e encontrar formas de gerir melhor as infraestruturas desportivas existentes, para bem do desporto nacional.
Por outro lado, é a prova inequívoca de que a questão de gerência de infraestruturas e instalações desportivas é um dilema que precisa ser estancada. Se todas elas tivessem uma gestão eficiente, de certeza que não estavam em ruinas.
POLICARPO DA ROSA

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