Jornal dos Desportos

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Opinio

Golo de Gelson "castiga" Dungula

15 de Julho, 2016
Ao invés do que era de se esperar, a paragem do Girabola Zap, não serviu para que a totalidade dos juízes se tivessem esforçado para melhorar a qualidade do seu trabalho, uma vez que o desempenho de alguns quartetos continua a ser contestado.

É assim que no reinício do Girabola Zap, o árbitro António Dungula, indicado pelo Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola (CCAFA), teve uma actuação desastrosa, no jogo mais importante da jornada, ao prejudicar de forma clara, o Benfica de Luanda, no dérbi luandense que opôs o clube da águia ao 1º de Agosto.

No triunfo (2-1) dos militares, aos olhos de toda a gente, o chefe da equipa de juízes, validou o primeiro golo dos vencedores, apontado por Gelson com a mão, a fazer lembrar, o lance que ficou conhecido como a “mão de Deus”, protagonizado por Diego Maradona, no triunfo da selecção da Argentina, por 2-0, sobre a sua congénere da Inglaterra, que ocorreu em 1986, no Mundial do México.

Aconteceram, igualmente, golos com as mesmas características, apontados pelo angolano Vata, no estádio da Luz, em Lisboa, ao serviço do Benfica de Portugal e do francês Thyerri Henry, que ditou a repescagem da selecção francesa, à fase final do Campeonato Europeu de 2004, em Portugal.

Tal como o apontado por Gelson, os demais golos em referência foram vistos pelos quatro cantos do globo, em função da evolução das Novas Tecnologias de Informação, que assim o permitiu.

Na verdade, mesmo que o quarteto de juízes seja punido pelo CCAFA, o certo é que o jogo não será repetido. É possível que o curso do jogo tivesse tomado outra direcção, não obstante na segunda metade, António Dungula, ter feito “vista grossa”, a uma grande penalidade que ficou por assinalar contra o Benfica de Luanda, por derrube de Gelson, por um defensor contrário, dentro da área. Tudo leva a crer que o posicionamento de António Dungula, foi para compensar o erro clamoroso cometido na primeira parte. Se houve tentativa de ludibriar o árbitro, por parte do dianteiro militar, ficou um cartão amarelo por ser mostrado.

Na realidade, os factos demonstram que, nesta fase em que competição começou a descrever a curva rumo ao seu final, com as equipas empenhadas em amealhar a maior quantidade possível de pontos, com o objectivo de atingirem os objectivos preconizados, designadamente, umas na conquista do título e outras na manutenção no escalão principal do futebol nacional, o desenvolvimento da arbitragem continua a preocupar todos quantos se identificam com a modalidade rainha.

Não obstante as acções de formação e actualização que foram desenvolvidas pelo CCAFA, no decorrer do interregno, não tenho dúvidas que até o espectador menos atento, está ciente que a arbitragem do futebol precisa de intervenções directas e pontuais contínuas, para a colocar no lugar que lhe é devido, ou no mínimo, fazer com a quantidade de “casos” comece a conhecer uma redução significativa.

Não obstante os esforços que têm sido levados a cabo pelo CCAFA, em particular, é justo que as pessoas tenham motivos para, em função do “casos” protagonizados por algumas arbitragens, se preocuparem.

Neste particular, sem qualquer menosprezo por quem quer que seja, é de bom tom que os responsáveis pela arbitragem nacional, sejam mais criteriosos na nomeação dos seus filiados, sobretudo para ao chamados jogos de “alto risco”, dérbis nacionais e regionais, assim como para os susceptíveis de provocarem alterações na classificação geral.

No embate entre o 1º de Agosto e o Benfica de Luanda, António Dungula, para além de não estar preparado para jogos de “alto risco”, deixou a ideia de se ter apresentado com alguma dose de nervosismo.

À exemplo do que tem acontecido em época anteriores, é importante que os amantes do futebol nacional, tenham consciência para entenderem o que se passa, pois os factos demonstram que não se devem apontar soluções sem se identificar e atacar as causas de um mal que vem de há muito tempo.
Leonel Libório

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