Jornal dos Desportos

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Opinio

Grande vnia

04 de Outubro, 2016
Desportivamente falando, o último fim-de-semana angolano ficou marcado com a realização de eleições no Atlético Sport Aviação, ASA, a oficialização da candidatura de José Luís Prata, ao cadeirão máximo da Federação Angolana de Futebol, assim como a vitória dos Palanquinhas para a fase final do CAN, em Sub-17.

Não são levadas em conta, nesta equação, a operação dos Palancas Negras que realizaram um jogo amistoso com o Botswana, enquadrado nas festividades dos 50 anos de independência daquele país africano, que verdade seja dita, de um tempo à esta parte, tem dado passos significativamente visíveis, em termos do desenvolvimento do seu futebol.

Também não é chamada à abordagem, a disputa da liguilha de acesso ao Girabola do próximo ano, num jogo que opôs as equipas do Sporting de Cabinda e o JGM do Huambo, que se saldou numa vitória magra, dos homens do enclave (1-0), que têm de confirmar o apuramento nos 90 minutos que ainda restam por disputar, nas terras do morro do Moco.

Perante os assuntos apresentados, claro que fica difícil escolher um, para abordar neste espaço de interacção, com o confrade António Félix, que em última instância reflecte o cumprimento do compromisso que temos com o prezado leitor.

Como em regra de vivência humana, não se agrada a gregos e troianos ao mesmo tempo, decidimo-nos pelo feito dos Palanquinhas que marca o regresso de uma Selecção jovem ao mais alto palco do futebol continental, no caso em Sub-17.

Foi logrado o objectivo, no cômputo das duas mãos da última eliminatória, com um agregado de 7-0, repartidos em 5 na primeira mão, em Luanda, e dois na segunda, em casa do adversário, que se portou como um digno vencido, o que prestigia a conquista dos angolanos.

Claro que um dos primeiros factores de análise, e por via disso, a felicitação aos “operários” da referida empreitada, que se prende com o facto desta conquista quebrar um jejum que dura 17 anos, e sobretudo, num momento que como é consensual, o futebol angolano não goza de saúde, bem obrigada.

Aliás, talvez seja esta, uma das razões (com as quais não concordo), que levaram a aparição oportunista pela negativa, de um segmento de pseudo - agentes desportivos angolanos que preferem, ao invés de saudar o facto, insinuar que a paternidade nada tem que ver com Languinha Simão e colaboradores, e claro, suportados pelos jogadores, os verdadeiros protagonistas da cena.

Denota-se na postura dos referidos críticos, uma clara manifestação de ciúme, (e prefiro não falar em anti-patriotismo), sou de opinião que nesta altura, o que mais importa é apresentar sugestões que ajudem na elaboração do melhor plano, para a participação dos nossos garotos, na mais alta cimeira do continente berço da humanidade, até porque é de lá que vem a única grande conquista que Angola tem, do ponto de vista do futebol extra- muros.

Com isso, defendo que o momento não é para discursos, em torno de quem fez mais ou menos, mas de conjugar esforços em busca de condições necessárias para uma participação da equipa nacional, até aqui orientada por Languinha Simão.

Aliás, manda a verdade dizer, que a presença de Angola no CAN deve ser aproveitada, como oportunidade de mostrar ao mundo, que apesar da crise económica e financeira que o país atravessa, o desporto continua a ser à nossa maneira, o que nos enche de orgulho por sermos angolanos.

Por estas e outras boas razões, prefiro experimentar o optimismo exagerado e esperar de Angola uma participação vencedora, representando isso a conquista do troféu máximo, que a acontecer não beliscava nem o Carmo tão pouco a Trindade. Dou os parabéns aos Palaquinhas pela recente conquista.
Carlos Calongo

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