Jornal dos Desportos

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Opinio

Grandes focados no topo do Girabola

15 de Fevereiro, 2020
Depois de verem gorados os seus intentos de chegarem a última etapa da Liga dos Campeões, mais concretamente nas meias-finais, pela fraca prestação conseguida na fase de grupos desta maior prova da Confederação Africana de Futebol (CAF), 1º de Agosto e Petro de Luanda estão agora focados no Girabola Zap. E não podia ser o contrário para estes dois maiores emblemas do Campeonato Nacional da I Divisão.
Neste fim-de-semana, o Girabola Zap faz disputar a 20ª jornada e após o percalço da ronda anterior, em que quer os militares quer os petrolíferos cederam pontos na condição de forasteiros, espera-se outra atitude de ambos nos jogos de hoje e amanhã.
O 1º de Agosto recebe amanhã a visita do Santa Rita de Cássia no 11 de Novembro, ao passo que o Petro mede já forças hoje no mesmo recinto com o Ferrovia do Huambo, a mesma equipa que, sábado último, impôs um rigoroso empate a uma bola a turma militar do “rio seco”. Ambos tem de fazer pela vida para não desarmarem do topo.
Com certeza a formação “rubro-negra” vai apostar todas fichas, para se manter intrépida na liderança desta que é a maior prova do futebol nacional, frente aos católicos da cidade da cafeícola, neste momento na cauda da tabela classificação com 12 pontos.
Os campeões nacionais somam 41 pontos no primeiro posto e sabem de antemão, que qualquer tropeço nessa fase pode complicar a liderança, já que o rival do “eixo-viário”, no segundo posto com 38 e menos um jogo, aguarda por um eventual seu deslize para tentar posteriormente reassumir posição da frente. Por isso, o Petro vai fazer de tudo para que os rapazes às ordens do irreverente João Pintar da Silva, saiam do confronto de hoje sem a alegria de vencer ou no mínimo de empatar.
Não obstante, a motivação que estes carregam face aos dois pontos roubados ao D’Agosto no jogo da ronda 19, no velhinho Estádio dos Kuricutelas (Ferrovia em português), os tricolores, tal como os rivais do “rio seco”, entram com rótulo de favoritos nos jogos deste fim-de-semana. Ainda assim, terão de provar isso em campo.
Contudo, a história da maior prova do futebol não se resume aos dois “grandes papões”.
Há outros intervenientes na festa. O FC Bravos do Maquis do Moxico, treinado pelo “mais que experimentado” Zeca Amaral, e a sensacional equipa da Académica do Lobito, às ordens de Águas da Silva, têm também uma palavra a dizer.
Os maquisardes, que ocupam o galvanizador 3º lugar, com 31 pontos, recebem a visita, no Estádio Jonas Kufuna Mundunduleno, no Luena, do Recreativo da Cáala, 10º com 18, enquanto na cidade piscatória do Lobito, os estudantes, actuais quarto colocados com 27, vão medir forças com o Clube Desportivo da Huíla (CDH), 7º com 26.
O factor casa poderá pesar a favor quer da turma do Maquis, quer da lobitanga, mais a mais pela excelente época que vêm fazendo. Ainda assim, se lhes recomenda algumas cautelas, pois os seus oponentes não entregarão os três pontos de “mão beijada”.
Noutro dos jogos desta ronda 20, o Interclube, que experimentou um dissabor no último fim-de-semana, ao perder por 1-0 diante do Recreativo da Caála, no Estádio Mártires da Canhala, a pouco mais de 22 quilómetros da “Cidade Vida”, o Huambo, tem agora chances de se redimir frente ao Cuando Cubango FC. Os polícias, com 26 pontos no 6º posto da tabela de classificação geral, têm, de longe, maiores argumentos do que a turma das Terras do Progresso, que deverá se limitar a tentar estragar a sua festa.
O Recreativo do Libolo, na 5ª posição com 27 pontos e que vem de um desaire de 1-3 diante do Desportivo da Huíla, terá de carregar no acelerador, para não experimentar um outro dissabor frente ao Sagrada Esperança, actual 7º com 21. É um jogo que promete e em que os anfitriões têm de jogar com imensas cautelas, para não verem o brilho diamantífero a estragar-lhes a festa em pleno Estádio de Calulo.
De resto, a entrada desta 20ª jornada, que corresponde a 66,66 porcento, do total de rondas (30 no caso) que a prova comporta, e em que o Wiliete de Benguela folga por força da desqualificação do 1º de Maio, nota-se um certo equilíbrio, quer na linha da frente, como no meio e calda da tabela, entre as equipas intervenientes. Sérgio V.Dias


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