Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

H fortes razes para Paris condenar

09 de Maio, 2017
1- Eu acho que se a África e Mundo que vibram com o futebol confrontou-se no mês de Janeiro do ano de 2010 com a inesperada sanha terrorista contra a selecção do Togo que vinha jogar à Taça de África das Nações, então esse grupelho liderado por este mandante da Flec chamado André Rodrigues Mingas, que agora está a ser julgado em Paris (França), só poderá ouvir no dia 6 de Junho próximo um Acordão/Sentença condenatório.

2-
E dificilmente, por isso, a sua advogada, a senhora Soenn Le Tutou logrará pretensão/ defesa absolutória.

3-
Faz pois todo o sentidos que todos os angolanos de bem, todas a entidades internacionais de mãos dadas contra o terrorismo dos nossos dias estejam a \"empurrar\" o calendário a fim de chegar já o próximo dia 6 de Junho, que é a data que a 16ª Câmara d o Tribunal de Grande Instância de Paris agendou para a leitura da sentença do acto terrorista que envolve o senhor Rodrigues Mingas, que reivindicou a autoria do atentado à selecção de futebol do Togo. Há muitos factos e provas, remetem-nos para esta ansiedade, pelo seguinte:

4
- Angola, por via das suas acções políticas, diplomáticas e legais conseguiram diligentemente apresentar a participação judicial para que o julgamento desse mandante acontecesse e foi, aliás, por esta razão, que o mesmo já esteve preventivamente detido entre os anos de 2011 e 2012 em França. Foi a partir daquela terra, hoje acossada por actos terroristas de macabros movimentos fundamentalistas e de extrema direita, que este senhor André Rodrigues Mingas “gabou-se” à imprensa mundial realização do massacre em nome do seu movimento.

5
-O próprio mandante, o senhor André Rodrigues Mingas, não poderá agora no julgamento dizer que não teve impressões digitais do acto terrorista. À data dos factos, quando o (inesperado) ataque aconteceu, as autoridades políticas e desportivas de Angola cautelosamente não confirmaram logo o facto porque , incrédulas, julgaram que poderiam estar diante de uma atoarda, pelo que tinha de se apurar a fatídica e sanguinária ocorrência. Mas o seu grupo reivindicou.

6 -
O grupo de bandoleiros aproveitou-se do futebol para se mostrar erradamente ao mundo, enquanto pseudo movimento independentista do enclave, mesmo sabendo que, já desde 2006 , as autoridades angolanas vinham anunciando que o enclave de Cabinda vive uma situação pacifica, após os acordos da ala da Flec então liderada por António Bento Bembe, hoje nosso bom secretário de Estado para os Direitos Humanos.

7- Porque o seu grupo teve e tem acções circunscritas entre as áreas fronteiriças de Angola com a República Democrática do Congo e Congo Brazzaville. E foi , precisamente, naquela zona que sob o seu comando draconiano a partir de Paris orientou para o ataque acontecer logo depois de o autocarro do Togo transpor a fronteira entre o Congo Brazaville e Angola, concretamente, na localidade de Massabi.

8 - A acçãoconcretizou-se. Não foi simulação. Porque houve os mortos do ataque enterrados em Lomé (Togo): o jornalista e porta-voz da delegação atacada do Togo, Ocloo Stanyslays, e o treinador adjunto, Amelete Abaló.

9 - E se dúvidas houver, há sobreviventes que podem ainda ser arrolados, como testemunhas/declarantes, a irem a Paris depor contra o senhor André Rodrigues Mingas:

10 - O médico Odadje Pandije, o treinador de guarda-redes, Nibombe Wake, todos togoleses e os angolanos António Maria Quaresma (motorista), André Muleta (membro do EMOCAN) e o congolês Godon Pierre (guia), foram todos tratados no Hospital de 28 de Agosto em Cabinda, por médicos angolanos. Estão prontos a depor.

11 - O Tribunal de Paris uma testemunha sobrevivente que é chave e, por isso foi, ouvido pela referida instância judicial: o guarda-redes da selecção do Togo, Kodjovi Obilale, enviado, após o ataque, para a sua boa recuperação no Mpark Hospital, em Joannesburgo, a expensas do Estado angolano.
A Flec de André Rodrigues Mingas entrou, pela negativa, nos anais do futebol africano. Até à data do seu massacre competição só ficou escrita com \"manchas de sangue\" inocente nos anos de 1982 e 1990.

No primeiro caso o CAN marcado para o Egipto ficou abalado, de véspera, pelo assassinato do presidente local Anouar El-Sadate. Depois, em 1990, a Argélia acolheu a competição, no meio de um clima agitado pela Frente Islâmica, num movimento contra o presidente Chadli Bendjedid. Todos pagaram com castigo como deve pagar, a 6 de Junho, André Rodrigues Mingas, com o seu draconiano movimento rebelde.

António Félix

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