Jornal dos Desportos

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Opinio

Hipteses do DAgosto e o histrico ASA

24 de Outubro, 2017
O 1º de Agosto pode revalidar o título nesta semana, quando defrontar o Atlético Sport Aviação, desde que vença, ainda que seja pela margem mínima, pois, mesmo que perca na última jornada e o Petro de Luada vença, nada vai alterar no que tange a conquista do título, dada a vantagem que os militares levam no duelo directo com os petrolíferos.
Estas contas resultam do que ocorreu na jornada disputada no último fim-de-semana, no caso a 28ª, em que destaque recaiu para a vitória dos comandados de Dragan Jovic e as derrotas do Petro de Luanda e do Atlético Sport Aviação, esta última que viu ainda mais perigada a permanência na prova maior do nosso futebol.
As duas últimas jornadas serão de tremendo sufoco, sobretudo na cauda da tabela, onde as equipas da Académica do Lobito, Progresso da Lunda Sul, Atlético Sport Aviação e JGM, para além dos jogadores que serão escalonados, também deverão jogar com calculadora em mãos e ouvidos em outros campos, atendendo que os jogos devem ser disputados em simultâneo.
O exercício de combinação de resultados possíveis deixa o ASA numa condição muito mais aflitiva, atendendo que nesta semana joga frente ao 1º de Agosto que quererá arrumar a questão do título e ir para a última jornada defrontar o Kaburscorp, despido de pressão de qualquer tipo, ademais quando se sabe que a equipa do Palanca é um osso duro para os militares.
Em relação ao título, os resultados da jornada disputada no último fim-de-semana terá sido determinante para que o 1º de Agosto venha a conseguir a sua décima primeira Taça de Campeão Nacional, e reduzir a desvantagem em relação ao arqui-rival, Petro de Luanda, que é tão-somente quem detém a hegemonia do Girabola, no que tange a conquista do ceptro.
Mas, de conta em conta, que apenas são hipóteses, a realidade pode ser outra, caso a combinação de resultados que aqui fazemos como futurologia não se concretize, para a frustração de uns que hoje podem estar a cantar vitórias e alegria de outros que, por enquanto, estão em estado lamurioso.
Em relação aos também crónicos candidatos, Inter Clube, Kaburscorp do Palanca e o Recreativo do Libolo, talvez o momento é de chancelar o discurso de que não conseguiram tirar do papel a intenção em voltar a escrever o nome no livro dos campeões, o que não deixa de ser um fracasso.
Mas, como é sabido, num jogo de futebol não podem ganhar duas equipas em simultâneo, fica o consolo de pelo menos continuarem na alta ronda do futebol angolano, aliás, o estatuto que detém não lhes dá outra hipótese senão a de disputar a prova maior do nosso futebol, com a (in) grata missão de sempre tentarem conquistar o troféu maior, que os brasilerios chamam de \"caneco\".
\"Uma palavrinha ao Sagrada Esperança, que como quem não quer nada, conseguiu impor-se entre os grandes e conquistar um terceiro lugar (posição que ocupa até hoje em que este texto é publicado), para além de ser a responsável pela perda de pontos dos dois colossos, D’Agosto e Petro que \"sucumbiram no inferno do Dundo\".
Voltando a cauda da tabela, equacionando uma eventual descida de divisão do Atlético Sport Aviação, o que isso pode significar para a história do Girabola que tem na equipa do aeroporto a recordista em termos de participação, estatuto que reparte com o 1º de Agosto?
Parecendo brincadeira, é uma questão que tem o seu quê de importância ou curiosidade pois, a guisa de exemplo, conclui-se que uma eventual descida do ASA abre margens para que o 1º de Agosto dispute a próxima edição do Girabola, ostentando o estatuto de ser a única totalista da prova, o que não deixa de ter o seu valor histórico.
Mais do que a descida de um clube, uma eventual despromoção do Atlético Sport Aviação, pode indiciar o fim de um clube histórico, tendo em atenção as muitas dificuldades por que passa a equipa do aeroporto, cujo brado de socorro, faz tempo, é espargido sem que surja alguma mão caridosa disponível para ajudar a estabilizar o voo turbulento da equipa.
Poderá ser, igualmente, uma experiência amarga para grandes referências do nosso futebol, a exemplo de Joaquim Dinís, Justino Fernandes, José Luís Prata, Man Garito, Jorge Cruz, os irmãos Machado, e outros tantos que afirmaram-se no futebol angolano por via da equipa que também já teve a designação de TAAG, dentre eles os meus amigos Pascoalito, Moca Ferreira e Lito Pascoal, só para citar estes aficionados do ASA.
Contudo, aconteça o que acontecer, cá por mim, uma eventual descida do Atlético Sport Aviação, não pode ser aceite de ânimo leve, pois com ela vai-se uma parte da história do nosso futebol, apesar do que é proverbial, em relação ao que, não é pela morte de uma andorinha que acaba a primavera.
CARLOS CALONGO

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