Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Homenagem em tempo oportuno

22 de Setembro, 2013
Um dos principais feitos dos homenageados, que os catapultou para a alta montra do desporto nacional e internacional, está ligado ao facto de terem sido os principais artífices e monitores do projecto de massificação e desenvolvimento do hóquei em patins nacional, no período pós-Independência Nacional. Alguns dos homenageados surgiram como consequência desse projecto, que transportou o hóquei em patins angolano para o nível em que se encontra no contexto internacional, não obstante no continente africano ser praticado apenas em Angola, Moçambique, África do Sul e Egipto.

Não há dúvidas que os seus feitos, não olhando a meios nem a medidas, principalmente no período em que Angola viveu uma fase conturbada que para aqui não é chamada, a par de, entre outras modalidades colectivas e individuais, como o atletismo, natação, xadrez, basquetebol e andebol, contribuíram para a projecção e divulgação do país, fora das suas fronteiras.

Nessa fase, o desporto em geral e o hóquei em patins em particular, por intermédio da participação nos diversos Campeonatos do Mundo e nos torneios de Montreux (Suíça), contribuíram para que a comunidade internacional tomasse conhecimento que em Angola, além da guerra, também existiam coisas boas.

Os frutos do projecto de desenvolvimento do hóquei em patins que começou a ser concretizado em 1976, quando o país vivia o segundo ano da sua existência, estão à vista de toda a gente.

O actual nível de organização interna que a modalidade alcançou, cujo aumento da quantidade de praticantes e de clubes a partir dos escalões etários constitui uma preocupação constante dos dirigentes federativos, as participações das várias selecções angolanas nos diversos campeonatos mundiais, nos torneios de Montreux e outras competições internacionais, oficiais ou oficiosas, assim como a organização recente em Angola do Campeonato Mundial de clubes e agora do Campeonato Mundial de selecções, servem para caracterizar o que atrás está descrito.

Esses hoquistas de mão cheia, que por ainda não se encontrarem no “estaleiro”, por continuarem a ter muitos ensinamentos para ser transmitidos às gerações futuras, constituem exemplos a ser seguidos por todos, fundamentalmente pelos jovens e adolescentes. Independentemente das suas ocupações ligadas ou não a modalidade, a maioria continua disposta a transmitir os seus conhecimentos, não apenas no que ao hóquei em patins diz respeito, como em outras áreas.

É por seu intermédio que o nome de Angola, cuja selecção ocupa a sexta posição na primeira divisão mundial com possibilidades de subir alguns degraus no actual “Mundial”, começou a ganhar maior consistência nos meandros internacionais, onde se aborda e joga hóquei em patins. É de convir que esta homenagem surgiu em tempo oportuno, uma vez que em Angola, infelizmente, a maioria é efectuada a título póstumo.
Leonel Libório

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