Jornal dos Desportos

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Opinio
por Augusto Fernandes

Ida ao Mundial marcou o futebol

07 de Abril, 2021
O ano de 2002 ficará para sempre marcado na história de Angola, por ter sido o ano em que se começou a corrigir os erros políticos que fizeram o país mergulhar numa guerra civil de 1975 a 2002 (cerca de 27 anos) com consequências incalculáveis em todas as áreas da vida dos angolanos, incluindo no desporto.
Ontem o país comemorou o 19º aniversário dos acordos de paz, que em minha modesta opinião, até agora é o momento mais alto da história de Angola. Hoje bem ou mal, todos os angolanos se revêem no país. Porém, volvidos 19 anos, impõe-se saber até que ponto os nossos desportistas souberam tirar proveito do período de paz?

Visto que a ausência de guerra propícia desenvolvimento é somente normal esperar que o mesmo tenha acontecidos no desporto. O que os 19 de paz nos dizem? Em primeiro lugar temos de ter em conta quais são as modalidades mais importantes do país. Não temos duvidas que apesar dos pesares, o futebol continua a ocupar um lugar de destaque, tendo em conta o número de adeptos que arrasta.
Futebolisticamente falando, o primeiro grande ganho foi a ida da nossa selecção principal a um mundial em 2006 na Alemanha, onde diga-se de passagem fizemos boa figura com dois empates e uma derrota.

Outro grande momento do futebol foi a realização do Campeonato Africano das Nações (CAN), em 2010, onde apostamos tudo para que o troféu ficasse em nossa casa, mas infelizmente a nossa selecção começava a revelar já algum retrocesso.
Em 2018, a nossa selecção de futebol adaptado trouxe-nos o primeiro troféu de cariz Mundial, ao vencer o campeonato do Mundo realizado em Guadalajara, no México, sendo que o nosso jogador Celestino Elias, foi considerado o melhor jogador do torneio. Em 2019, os nossos guerreiros, mostraram a África que não foi por mero acaso que trouxeram o troféu Mundial para “casa”, ao vencer o CAN da categoria por nós realizado na Província de Benguela.

Ainda em 2019, o nosso futebol, em Sub-17, voltou a estar entre os melhores do Mundo, no campeonato organizado pelo Brasil. Naquela ocasião, o Mundo do futebol rendeu-se ao talento de Zito Luvumbo, Zini, Maestro, Capita e outros talentos nacionais. No entanto, o ano de 2021, que ainda está nos primeiros quatro meses, não começou bem para os Palancas Negras.
O nosso basquetebol, foi dando cartas em África desde 1989 até em 2011, quando a Tunísia, decidiu por termo a nossa hegemonia. Portanto, neste período de “bonança” o nosso basquetebol regrediu, isto por culpa do “envelhecimento” das maiores estrelas que tivemos e por não ter havido uma substituição a altura das encomendas, tanto em termos de jogadores, treinadores e até de dirigentes.

Já o andebol, continua de pé a nível de África e do Mundo. Nos jogos Olímpicos e Mundiais vai fazendo o seu papel, ombreando com equipas de seu nível e dando a máxima luta as chamadas grandes como a Noruega, Dinamarca e outras. Além disso, neste período de paz, Angola conseguiu exportar um número razoável de andebolistas para a Europa, o que é muito bom para o país e a modalidade, particularmente.

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