Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Imagem e Identidade da marca Angola: Hora de (re)comear?

11 de Setembro, 2017
Saudações, e uma boa segunda-feira a todos!
Sim a todos quanto trabalham, que se ocupam, que se preocupam, e que estão verdadeiramente empenhados e comprometidos no dia – a – dia, em fazer de Angola, uma “marca” presente nas nossas vidas, nas nossas empresas, no nosso futuro, e com uma missão maior no presente, que passa pela necessidade de ajudar, na consolidação da “marca” Angola, em termos de notoriedade, para que tal facto se possa traduzir quer a nível da atracção de investimentos, bem como na potencialização dos negócios que se vão fazendo no país, ajudando na diversificação da nossa economia, que tanto precisamos!

E neste desiderato o MARKETINGDESPORTIVO, pode vir a fazer o papel de “playmaker”.(Afinal, porque não?)!!!
Infelizmente, não se pode falar hoje de Angola, quer lá fora, quer cá dentro, sem pensar na difícil conjuntura económica e no seu severo impacto social. Mas também não é menos verdade, que se há povo que tem demonstrado capacidade para transformar a sua já longa história de adversidade em oportunidade, esse povo, seguramente é o “mwangolé que não se deixa”!

E aqui, salvaguardando e respeitando as devidas distâncias e grandezas, recorro de forma “emprestada” à famosa frase proferida, pelo 35º Presidente dos Estados Unidos da América, John Fitzgerald Kennedy (JFK), que no seu discurso de tomada de posse, afirmou: NÃO PERGUNTE O QUE O SEU PAÍS PODE FAZER POR VOCÊ, PERGUNTE O QUE VOCÊ PODE FAZER PELO SEU PAÍS!

Prezado(a), leitor(a), partindo dessa premissa, creio que, e isso é minha opinião, mas é tão óbvio, de que a força da nossa “marca” Angola, só ocorrerá, não daquilo que o país fazer por nós, mas daquilo que nós fazermos pelo país. Esse é o MARKETING mais forte e eficaz que Angola pode ter.

Pelo facto, da marca de um País, considerado como património colectivo da e para a sociedade, constituir uma realidade dinâmica, e ter relevância sobre várias perspectivas, desde logo como elemento diferenciador para o consumidor, depois para a Cultura de um País; mas também, não menos importante, para História, para a Sociologia, para o Design, para Comunicação, para o Desporto, etc, etc, e etc.

Mas afinal, quem deve construir a IMAGEM e a IDENTIDADE da marca Angola? Será responsabilidade apenas do governo actualmente eleito? Das campanhas de marketing institucional, turístico, cultural e por aí fora? Serão as políticas de atracção de investimento privado estrangeiro? Assim como nas empresas, onde todos os colaboradores contribuem para a construção da marca, quer com o seu trabalho, quer com a comunicação em sociedade, também cada angolano, com seu trabalho, na relação com os outros angolanos e principalmente com os estrangeiros, é responsável pela construção da marca Angola.

No início e no final de cada dia,devíamos todos ter o interesse de conceber e desenhar para melhor, a marca “Angola”, uma marca que pelo nome, representaria a personalidade do seu consumidor, na determinação, audácia e vontade de ganhar o futuro, ao invés de continuarmos a fazer, o que até então,temos feito, uma espécie de inventário dos últimos 15 anos de paz, na qual o desporto nacional muito gozou, com toda uma estratégia que o levou ao rumo actual, onde por muito ou pouco feito, fez-se de uma maneira geral, apenas alguns “remendos na chaparia do camião”, onde até a própria gestão desportiva, feita de forma muito “folgada e com muitos furos”, perdendo tempo em querelas e clientismos, que só desgastaram e não privilegiaram o todo, não foi a melhor “conselheira”, mas sim uma “senhora madrasta”.

É meu entendimento, que precisamos redefinir e reacertar o rumo, desenvolvendo toda uma estrutura que mude e permita a introdução de novas ideias, novas práticas, novas atitudes, com a finalidade de ajustar e adaptar o nosso sistema desportivo ao modelo económico e aos custos do actual momento que o país atravessa,no interesse da sociedade e do bom nome de Angola, mas principalmente no interesse da família desportiva nacional, com toda a legitimidade, que se lhe possa dar, e com o nível de desenvolvimento que aspiramos que a mesma conquiste.

Sem isso, Angola não progredirá no eixo da estima e uma “marca” que não é estimada, e é somente respeitada, encontrará sempre má vontade, que explode na primeira oportunidade. Estamos numa encruzilhada onde temos de escolher o caminho futuro, isto é, definirmos o que Angola será enquanto marca. Sejamos todos marketeers e construamos há “marca” Angola mais forte, do qualquer outra!
NZONGO BERNARDO DOS SANTOS

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