Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Incio da fase do ttulo

22 de Junho, 2017
O campeonato nacional de futebol, vulgo Girabola Zap, entrou, no passado fim-de-semana, na sua fase derradeira. A fase que vai decidir o título. Por outras palavras, é dizer que a prova mais mediática do desporto nacional está a atingir a sua conclusão. Os níveis de emoção e de stresse estão a atingir valores elevados.

Os clubes, cada um à sua medida, têm o direito de acreditar no melhor cenário possível, enquanto for matematicamente possível. Os que lutam para não descer de divisão; os que lutam pela melhor classificação e os que pretendem ser campeões.

No final, os resultados serão definitivos e, concluída a prova, nada haverá mais a comentar. Quem vencer será campeão e quem não conseguir os mínimos imprescindíveis descerá de divisão. A conclusão de mais esta edição do Girabola deverá ser usada também para sugerir novos rumos e processos para melhorar o futuro.

Num tom mais religioso e em função daquilo que pude observar nas primeiras quinze jornadas, apraz-me dizer que o princípio dos vencedores é Deus chamando alguns poucos para fazer a tarefa a fim de abençoar muitos.

Alguns poucos são chamados para que muitos possam receber vida. Deus planta a cruz nos corações de alguns poucos, levando-os a aceitar o princípio da cruz no meio ambiente como também nos seus lares, capacitando-os assim a derramar vida para outras pessoas. Deus precisa de canais de vida para derramar vida aos outros.

Esta passagem bíblica tem muito a ver com tudo quanto se passou na jornada inaugural da segunda volta, onde algumas equipas consideradas favoritas não conseguiram, nas quatro linhas, confirmar este desiderato.

Os empates caseiros do Recreativo do Libolo, diante do “lanterna” Santa Rita de Cássia; do Interclube diante do Sagrada Esperança e o empate do Kabuscorp frente a Académica do Lobito são apenas alguns dos exemplos.

O futebol e o desporto no seu todo é isso mesmo. Procurar melhorar o que está errado; tentar ultrapassar obstáculos; transformar dificuldades em soluções viáveis, tudo isso com empenho, talento, muito esforço e sempre em prol de uma unidade essencial: a equipa e o clube no seu todo.

A prova entrou na sua fase derradeira. Uma fase que ainda vai dar muito que falar, a avaliar por tudo quanto aconteceu em épocas anteriores, daí que treinadores, jogadores, dirigentes, árbitros e outros agentes desportivos, têm a obrigação de proteger o nosso Girabola dos graves riscos com o que o tentam utilizar para fins menos adequados.

Já dizia um meu amigo do peito “uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa”. Quero dizer com isso que o curso normal da prova mais mediática do desporto nacional precisa da ajuda de todos para que a verdade desportiva seja um facto quando se fecharem as cortinas.

Ninguém, independentemente da sua dimensão, pode beneficiar de tratamento diferenciado. Temos de pensar futebol como um todo e encontrar um modelo mais aperfeiçoado que permita equilibrar a “pirâmide”, tratando cada nível de forma específica. Este tem de ser a realidade do nosso futebol e, quiçá, do nosso campeonato.

Tudo isto tem muito a ver com a divisão que foi feita em relação as equipas que serão obrigadas a jogar, devido a presença da selecção nacional no Torneio da COSAFA.

Na minha modesta opinião, penso que a prova deveria parar por alguns dias, para todas as equipas. Agora umas a jogar e outras paradas em nada vai ajudar a verdade desportiva que todos ousam defender.

Assim se valoriza a imagem de quem tem a função de dirigir os destinos do nosso futebol. A organização de uma prova com qualidade e sem a submissão de uns é sempre útil para valorizar a imagem do nosso futebol.

A Taça COSAFA deveria ser uma prova para ajudar a rejuvenescer a selecção nacional. A maioria dos jogadores que esteve no Torneio de Toulon deveria fazer parte desta selecção, com a inclusão de outros que integram equipas que disputam o Girabola.

Beto Bianchi, deveria chamar apenas dois jogadores de cada equipa do Girabola e buscar outros da selecção de Sub-20. Isto permitiria que o Girabola seguisse o seu rumo normal, sem paragens. Se isso acontecesse o Petro jogaria sem a sua presença no banco. Talvez esteja aí o grande dilema.
Policarpo da Rosa

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