Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Augusto Fernandes

Jogar para a qualificao

26 de Setembro, 2019
Os dois representantes angolanos nas Afrotaças, 1º de Agosto e Petro de Luanda, por um lado a tarefa dos militares parece ser menos complicada por ter ganho no terreno adversário, o Green Eagles da Zâmbia, o mesmo não se pode dizer da equipa de Toni Casano, que empatou a zero com o Kampala Luanda, entram em cena este fim-de-semana com o objectivo supremo de atingirem a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. Entretanto, neste tipo de competição, os dois resultados são traiçoeiros, porque o adversário pode muito bem mudar o rumo dos acontecimentos. Assim, o 1º de Agosto, apesar de ter ganho, terá de entrar bastante determinado, para repetir a proeza conseguida no terreno do adversário. Isto implica dizer, que os jogadores militares devem entrar para o campo como se estivessem a disputar uma eliminatória a uma mão e que nada aconteceu na Zâmbia. Sim, devem esquecer o resultado favorável que trazem do terreno do adversário e entrar a “matar” como soe dizer-se. Tendo em atenção o facto de que no ano passado, o 1º de Agosto não ter chegado à fase de grupos, depois da brilhante participação que teve na época de 2017/2018 na Liga dos Campeões, é somente esperar que desta vez, aos pupilos de Dragan Jovic, consigam o passe para a fase de grupos e tentar o que não conseguiram na última participação: jogar a final da competição. Em função da qualidade dos jogadores que constituem a equipa militar, como Toni Cabeça, Massunguna, Bobó, Isaque, Zito Luvumbo, Ary papel, Kila, Lionel e companhia, podemos acreditar que o clube do Rio Seco poderá atingir o objectivo com maior ou menor dificuldade. Com relação ao Petro de Luanda, também podemos considerar o resultado um tanto quanto perigoso para ambas as equipas, com sinal mais para o Kampala City, porque um golo dos petrolíferos em Kampala obrigará a equipa de casa a ter de marcar dois. Portanto, em minha opinião, o resultado nulo de Luanda, coloca mais em perigo o Kampala, mesmo jogando no seu terreno. Assim, ao Petro cabe a mesma postura que se impõe aos militares, quer dizer jogar tudo o que sabem, para ultrapassar o seu adversário. É verdade que o Kampala City, é ligeiramente superior ao Petro, pois tem uma equipa muito disciplinada, tecnicamente bem dotada e a jogar no seu terreno diante do seu publico, vai sentir-se muito galvanizada. Entretanto, os petrolíferos também têm os seus argumentos e tudo vai depender da forma como vão encarar o jogo. É importante que se faça uma boa “manutenção” na principal arma dos nossos jogadores: a mente, o que pressupõe fazer-se uma boa preparação psicológica aos rapazes. Assim, como temos visto em varias ocasiões em que equipas pequenas que pretendem manter-se na primeira Divisão ou atingir certo objectivo fazem de tudo para opor-se as superiores, o Petro também pode fazer o mesmo. É preciso acreditar que nada está perdido e que a pressão está do lado do Kampala City, apesar de jogar no seu terreno. Foi com este tipo de atitude que o 1º de Agosto, eliminou o todo poderoso TP Mazembe em sua própria casa, isto depois de um empate a zero em Luanda. Por outro lado, não nos esqueçamos dos jogos extra-campo, que normalmente são feitos pelas chamadas equipas grandes de África, para conseguirem os seus objectivos. Esta coisa de estarmos a choramingar por causa de arbitragens tendenciosas, já não deve morar em nós. É necessário passarmos ao ataque. No mínimo dos mínimos, temos de aprender a lutar para que não nos prejudiquem, fazendo também a nossa luta extra-campo, para dissuadir os malandros e enveredar por este caminho, quando nos tiverem como adversários. A forma como o 1º de Agosto foi eliminado pelo árbitro do jogo contra o Esperance de Tunis, deve servir mais uma vez de lição, para que os nossos dirigentes aprendam a reagir energicamente, para impor respeito a nível de África. Se tivermos que perder, que seja dentro das quatro linhas e por mérito do adversário. Em função destes pressupostos, esperamos que os nossos dois representantes nos brindem com bons resultados, o que significa passarem para a fase de grupos. O mais importante é que os clubes façam a sua parte, colocando à disposição dos jogadores e corpos técnicos todas as condições, para que a missão seja coroada de êxitos.

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