Jornal dos Desportos

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Opinio

Jogo das calculadoras

27 de Outubro, 2014
Com as atenções ainda centradas na etapa final do Girabola e com o Recreativo do Libolo já campeão, os adeptos da modalidade, e não só, socorrem-se das calculadoras para fazerem os mais variados exercícios, no sentido de se descobrir quais os caminhos que ainda possibilitam aos Palancas Negras obterem a qualificação para a fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2015.É assim que depois dos quatro pontos alcançados na dupla jornada recentemente disputada, que os coloca na 3.ª posição do grupo C, atrás das selecções do Gabão (oito) e do Burkina Faso (sete) e à frente da do Lesoto (dois), as derradeiras jornadas da fase de grupos apresentam-se como duas tarefas difíceis mas não impossíveis de ser concretizadas.

Além de mais uma vez os Palancas Negras dependerem de terceiros para atingirem um objectivo, no caso a fase final do CAN, terão de recorrer à sua já habitual capacidade de sofrimento que se estende também aos adeptos que, fora dos rectângulos de jogo, sofrem tanto ou mais que os atletas.Desta forma, não apenas a 19 do próximo mês, quando em Oagadougou, defrontarem a selecção do Burkina Faso, mas também quatro dias antes, em Angola, no jogo com os gaboneses, os Palancas Negras devem fazer uso de todos os seus argumentos administrativos e competitivos para arrecadarem os seis pontos e esperar por um possível deslize dos burkinabes a 15 do mesmo mês, em Maseru, diante dos “Crocodilos” do Lesoto.

Para a hipótese de tal suceder, as selecções angolana e gabonesa terminam a fase de grupos na liderança, cada uma com dez pontos, ao passo que os burkinabes se ficam pelos sete. A representação do Lesoto, sem qualquer hipótese de qualificação, somaria cinco pontos.Convém realçar que o resultado entre os burkinabes e os angolanos na derradeira jornada no Burkina Faso em nada afecta os gaboneses, que para o caso de se verem impossibilitados de alcançar a liderança estão em melhor situação para se qualificarem, fruto dos oito pontos que possuem, o que lhes garante a 2.ª posição.

O que se espera é que depois das falhas que se registaram no capítulo administrativo e organizativo, por parte das respectivas áreas da federação angolana da modalidade, os dois jogos comecem a ser preparados ao detalhe o quanto antes, como forma de evitar que se enverede pela imprevisibilidade, assim como fazer com que a equipa técnica tenha de efectuar algumas alterações ao seu plano de trabalho em “cima do joelho”. A Romeu Filemon e seus coadjutores que para se afastarem da pressão do público luandense pretendem efectuar o encontro contra a selecção do Gabão, em qualquer das cidades do Lubango, Namibe ou Benguela, a Federação Angolana de Futebol (FAF) deve envidar esforços no sentido de criar as condições para que o seu trabalho decorra sem os habituais constrangimentos de última hora.

A preparação das condições no terreno do jogo com os burkinabes devem começar a ser criadas com a maior brevidade possível, com a deslocação de uma equipa de avano com a devida antecedência à capital do Burkina Faso para ajudar a contrapor algumas situações extra-jogo que se prevê serem arquitectadas pelos anfitriões. A outra hipótese que se apresenta igualmente difícil, mas não impossível, para que os Palancas Negras se possam qualificar para a fase final da maior tribuna futebolística do continente africano consiste em se situarem entre as três melhores terceiras classificadas selecções nacionais no conjunto de todos os grupos. Quando faltam duas jornadas para que a fase de grupos atinja o seu final, a selecção Nacional de Angola possui 04 pontos, tantos quanto as representações nacionais da Nigéria (A) e Uganda (E), a frente da Etiópia, 03 (B), e atrás das selecções da Costa do Marfim, 06 (D), do Egipto, 06 (G) e de Moçambique, 05 (F).
Leonel Libório

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