Jornal dos Desportos

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Opinio

Jogo de capital importncia

17 de Novembro, 2018
Não obstante ter perdido na ronda passada frente a Mauritânia, em Noakchott, no jogo da quarta jornada do Grupo I da corrida ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2019, a Selecção Nacional de futebol de honras continua a depender só de si mesma para assegurar a qualificação. Apesar desse factor, o duelo de amanhã frente ao Burkina Faso assume-se como de carácter crucial para os intentos dos Palancas Negras.
É como se soe dizer um jogo de “vida ou morte”, pois qualquer outro resultado que não a vitória pode colocar em “cheque” a pretensão do conjunto inscrever pela oitava vez a sua presença na maior montra do futebol africano.
E nessa tentativa da oitava participação num CAN, depois das presenças assinaláveis na África do Sul (em 1996), Burkina Faso (1998), Egipto (2006), Ghana (2008), Angola (2010), Gabão e Guiné Equatorial (2012) e novamente na Pátria de Nelson Mandela (em 2013), os Palancas Negras enfrentam os Cavalos burkinabes, à partida apontados como seus principais concorrentes nessa empreitava selectiva aos Camarões-2019.
Na verdade, além do seu adversário da ronda cinco, Angola tem ainda a concorrência dos “Mourabitounes” da Mauritânia, a quem venceu de forma convincente por 4-1, em Luanda, mas tendo perdido inesperadamente no reduto desta quatro dias depois do primeiro confronto. E não obstante ser apontado inicialmente como um “outsider” do grupo, a Mauritânia aparece nesse momento muita calmamente e para displicência dos angolanos a liderar com nove pontos, contra seis do Burkina Faso, e seis de Angola.
O Botswana, com quem Angola joga na derradeira jornada em Março do próximo ano para esta campanha selectiva ao CAN dos Camarões, é o único conjunto que está já arredado das chances de se qualificar para a grande montra do futebol africano de 2019. A selecção tswanesa soma apenas um ponto no Grupo I e este é um factor que pode também favorecer aos angolanos na deslocação a Gaberone.
Porém, os Palancas Negras têm, primeiro, a obrigação de vencer os Cavalos do Burkina Faso, para depois irem ao Botswana tentar inscrever mais uma vez a sua presença num CAN, algo que para já não se lhes afigura tão fácil assim quanto possa parecer. A necessidade de vencer estes dois últimos jogos da corrida ao CAN-2019 para Angola é tão sacramental como se de pão para a boca se tratasse.
O próprio seleccionador nacional Srdjan Vasiljevic embora não tenha jogado a toalha ao tapete atribui certa dose favoritismo ao adversário desta quinta jornada. O técnico sérvio admite a vantagem em todas as posições do relvado para Angola e questionando, todavia, se este factor será suficiente para a vitória amanhã sobre o Burkina Faso?
O pastor dos Palancas Negras não promete nada em termos de resultado, mas diz desejar apenas que Angola seja melhor em campo neste confronto com os burkinabes e que todos juntos possam dar o máximo de si e fazer tudo para alcançar a vitória.
Atitude, enfim, é o que se recomenda para o combinado nacional angolano no duelo de amanhã, já que qualquer outro resultado (empate ou derrota) pode traduzir o fim da caminhada e o adeus, em definitivo, para corrida ao CAN dos Camarões em 2019.
Nesse sentido, Angola têm de fazer da excelência uma divisa neste jogo da corrida aos Camarões, pois qualquer percalço pode, à partida, colocar em definitivo quer o seu adversário de amanhã, quer o actual líder, a Mauritânia, na Taça das Nações em futebol do próximo ano. Mas isso, como é óbvio, é o que os angolanos menos esperam neste duelo com o Burkina Faso, com quem Angola perdeu na primeira jornada do grupo, por 1-3, em Ouagadougou. Por isso, o jogo é encarado como de capital importância.
Angola tem de acreditar e mostrar que é capaz neste confronto com o Burkina Faso, a partida apontado como adversário directo neste Grupo I da campanha selectiva aos Camarões-2019. A jogar em casa e diante do seu público os Palancas têm a obrigação de levar a água ao seu moinho. Isso pressupõe alcançar a vitória, seja a que preço for para depois tentarem carimbar a qualificação no derradeiro jogo com o Botswana.
E o público , como 12º jogador, é a aqui também chamado a emprestar o seu apoio incondicional à selecção. Deve-se, assim, fazer um grande cordão de apoio ao Palancas Negras para que no final todos angolanos saiam do 11 de Novembro a sorrir. E o sorriso só se pode efectivar se final do 90 minutos Angola sair triunfante. Temos de acreditar...
Sérgio V.Dias

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