Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Jogos da irmandade

23 de Julho, 2018
Os países da comunidade lusófona estão, desde sexta-feira, reunidos na cidade de Príncipe, São Tomé, para dar corpo aos Jogos da CPLP, que, para além do seu espírito desportivo, visam sobretudo reforçar a solidariedade, hábitos e cultura entre os Estados membros da organização e que devem, por isso mesmo, ser incentivados e apoiados.
Aliás, a este propósito, o presidente do país anfitrião, Evaristo Carvalho, sublinhou, na cerimónia de abertura, que a organização \"deve continuar a trabalhar para que essa natureza de convívio, possa ser cada vez mais um elemento congregador dos ideais da sua institucionalização\".
Por tudo isso, é legítimo que se faça um apelo aos governos, no sentido de incentivarem essas práticas desportivas, sendo que concorrem ao desenvolvimento psicomotor, libertam as mentes, inviabilizando, deste modo, a prática de actos ilícitos, que dominam e corroem o presente e o futuro de qualquer sociedade.
A CPLP é uma comunidade de países, em que a língua portuguesa é um instrumento importante de interacção, sendo por aí que continuamos a fazer apelo ao fair-play dentro da competição.
Pois os resultados podem falar menos em face do que é mais importante, que esteve na essência da criação deste encontro desportivo.
É certo que as medalhas, os troféus fazem o ego de qualquer desportista.
A partir daí se pode prever alguma competitividade nas modalidades representadas, mas não é o essencial dos Jogos. Pode ser, se calhar, uma forma dos países revelarem o seu potencial nesta ou naquela outra disciplina. E nada mais do que isso.
Não é sem razão que os Jogos se disputem a nível de camadas mais jovens e não ao nível de seniores, porque o seu espírito consiste essencialmente na criação de uma base de concórdia, interacção e de irmandade, entre os nossos países. Serve isto para dizer que os resultados, positivos ou negativos que venham a ser obtidos pela nossa delegação, são irrelevantes.
Felizmente, Angola entrou bem na prova, com resultados, quer no basquetebol quer no futebol ou no voleibol, o que indicia uma safra satisfatória no fim. É certo que nem sempre o começo brilhante é prenúncio de um desfecho a contento. Mas temos certeza que a nossa delegação fará tudo mais alguma coisa, para honrar o bom nome do país.

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