Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Kabuscorp: um azar no costuma vir s!

06 de Agosto, 2018
Mas...dá para, hoje por hoje, acreditar, piamente, que o Kabuscorp do Palanca já é incapaz de pagar o remanescente da dívida avaliada em mais de 87 mil dólares, acrescido de bónus de 5 por cento por ano da dívida inicial, que era de 100 mil dólares, ao treinador Zoran Macki, ao ponto de, vergonhosamente, ter recebido uma nova intimação da Federação Internacional de Futebol Associado para que assim proceda?
Eu gostaria muito de saber também porquê, depois daquela inicial retirada de seis pontos, devido a divida com o antigo internacional brasileiro Rivaldo, a direcção do clube não fez nada e, em consequência, seguidamente, voltou a perder o mesmo número de pontos, por decisão da Federação Internacional de Futebol, pelo diferendo com o TP Mazembe da RDC.
É tudo assunto ligado a incumprimentos contratuais. Ligados a dinheiros e, sinceramente, quem...afinal, sustentou ou rebocou o \"cofre\" desta equipa do empresário e político Bento Kangamba que, ao que se ouve à boca pequena, é dono do clube que navega(na) em voluptuosas ondas financeiras próprias?
Olhando para as \"makas\" do Rivaldo, do TP Mazembe e, esta de Zora Macki, está a equipa de Bento Kangamba entra na \"terceira crise\" com muitos estragos e estes estragos quer fora de portas quer entre nós são evidentes.
Por causa desta avalanche de dilemas por resolver, ninguém mente: as
gentes dos míticos bairro Palanca, Mabor, Rocha Pinto, mas também de outras zonas da grande urbe que é Luanda e, certamente, pelo país, que têm o Kabuscorp \"no peito\" não têm estado sossegadas com todas estas tristes novas que se abatem sob a equipa.
O júbilo da malta afecta a equipa palanquina era tanto, mas, agora, ela vive como que uma espécie de \"cortejo de sofrimento\" que se arrasta e se faz sentir sobre a equipa, no campo e no balneário. O que poderá fazer o patrão que é...o empresário e político Bento Kangamba?
Como sabemos, porque vimos e vemos o jogo, o sofrimento maior do pessoal afecto à equipa aconteceu há dias quando o Progresso do Sambizanga cilindrou-a por pesados 4-1.
Acho, particularmente, que se o campeonato ainda tivesse muitas jornadas por disputar, a postura actual dos jogadores e treinadores - que decorre certamente de alguma questão - seria insuficiente para manter a equipa na primeira divisão. A culpa não pode ser assacada à Federação Internacional de Futebol Associado. Nem da Federação Angolana de Futebol.
O Conselho Técnico Desportivo desta mesma Federação Angolana de Futebol simplesmente está declarar e sancionar com base no que está regulamentado.
A Federação Angolana de Futebol, cedo, muito cedo mesmo, prometeu que pressionaria os clubes que tivessem ainda incumprimentos contratuais com os seus, actuais ou anteriores, jogadores, técnicos ou dirigentes e, sendo assim, quem deve paga e quem não o fizer coloca-se diante da fileira dos sancionáveis e sancionados.
Certamente o Kabuscorp não é o único clube que está na corda bamba, não é o único encostado às cordas. Sindicando, como está a sindicar, os clubes incumpridores, acho que o presidente do Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol, José Carlos Miguel, prestaria um serviço útil à \"tribo\" do futebol nacional, publicitando os clubes em falta.
À beira do Kabuscorp está o 1º de Maio de Benguela, o Sporting de Cabinda, Bravos do Maquis, JGM, Académica enfim, a maioria dos clubes. E já agora, isto obriga-me a recolocar uma questão já de costume, que a faço nos últimos tempos na nossa crise generalizada?
Que bicho \"mordeu\" a FAF para continuar a privilegiar, em termos de capacidade financeira, a subida de equipas sem, sequer, pataco suficiente as encomendas da competição?
ANTÓNIO FÉLIX

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