Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Kangamba e o seu fardo

10 de Junho, 2019
Não faltou aviso tão pouco críticas quando o presidente e dono do Kabuscorp do Palanca aventurou-se em contratar o então melhor jogador do mundo, Rivaldo. Fui um dos tais que teceu críticas ao presidente do Kabuscorp do Palanca, porque achei absurda a ideia. Os meus fundamentos assentavam no facto de ser um desperdício de dinheiro. São valores que podiam ser investidos num campo de treino para as camadas jovens daquela formação. Alías, para a própria equipa principal que anda com a casa as costas. Para conquistar o Girabola não era necessário um investimento dessa dimensão. Primeiro porque o prémio por este concedido não paga um terço dos gastos das equipas campeãs.
Segundo, o Kabuscorp do Palanca não tinha preparado nenhuma máquina administrativa capaz de rentabilizar o activo que representava Rivaldo. Ou seja, não tinha um departamento de marketing à altura de recuperar metade do dinheiro investido. E era possível recuperar, bastava que houvesse especialistas a trabalhar. O merchandising podia dar uma parte, assim como campanhas de publicitárias, utilizando a imagem de Rivaldo. Podia haver eventos do estilo palestras de motivação ou partilhas de experiências pagas e outros tantos. Todos estes actos podiam ter pago mais da metade do passe do jogador brasileiro. Talvez o Kabuscorp do Palanca pudesse na prática gastar cento e cinquenta ou algo mais. Mas nunca assumir todos os custos, e ter que pagar agora com a despromoção. A isso chama-se profissionalismo, uma prática que causa muita resistência para os dirigentes do futebol nacional. A emoção é boa mas não serve para uma gestão no qual estão envolvidos pessoas profissionais. Rivaldo é um profissional. Se o Kabuscorp não compreendeu isso então tem razão de estar a pagar este preço caro. Diz já ter pago a dívida mas estará a pagar para alguém elaborar o recurso. E se não for bem sucedido - oxalá que seja - poderá ter outras consequências, tudo isso porque o seu presidente não usou a razão. O clube fica provido de uma infra-estrutura à altura da sua expressão no futebol nacional e fica prejudicado na sua imagem. Que sirva de exemplo. É um fardo. que Bento Kangamba deve carregar só e só. Não há terceiros aos quais se pode assacar responsabilidades. TEIXEIRA CÂNDIDO

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