Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Libolo prximo de mais um feito

13 de Abril, 2017
Faltam aproximadamente 48 horas para a rolha do champanhe saltar, e o povo de Calulo festejar mais um feito do Recreativo do Libolo: a entrada na fase de grupos da Taça da Confederação, a segunda prova continental mais mediática a nível de clubes, da CAF.

Depois do empate a um golo, no sábado, em Antananarivo, diante do CNAPS do Madagáscar, o único representante angolano nas Afrotaças tem tudo para levar por diante o seu grande objectivo. Para isso, basta vencer por qualquer resultado, ou na pior das hipóteses empatar a zero. Quem ganha com o feito será o futebol angolano. Para além de ver um seu representante a desfilar na fase de grupos de uma prova continental, o futebol nacional ganha ainda alguns pontos imprescindíveis para recuperar o número de equipas nas provas continentais.

O jogo de sábado é decisivo, por isso, todos os jogadores preferem concentrar-se e pensar em vencer. O resto, bem o resto trás sempre uma enorme festa como pano de fundo, com o epicentro no final de jogo quando toda a cidade de Calulo parar para render homenagem à equipa. Se tudo correr bem, ou seja, se o Recreativo do Libolo vencer ou empatar (0-0) e garantir a entrada na fase de grupos da Taça CAF, a festa será longa, com os adeptos a desfilar com as cores do clube.

Não tenho dúvidas em dizer que a equipa de Calulo é a grande favorita. O empate a um golo, alcançado no reduto do adversário, é a prova eloquente. A importância do factor casa e do apoio em massa dos adeptos, desde que bem aproveitado, esse empolgamento é muito importante e dá motivação aos jogadores.

Todos sabemos que no futebol tudo é possível. Não há vencedores antecipados. Para dizer que se o conjunto de Calulo empatou em Antananarivo, o CNAPS pode igualmente surpreender o Recreativo do Libolo em sua própria casa. Perante esta realidade, a formação comandada por Vaz Pinto não se contente com um possível empate, ou em marcar só um golo. Pessoalmente, acho que o Libolo tem de entrar ao ataque.

No futebol, por vezes, marca-se um golo e depois defende-se. No caso concreto do jogo de Calulo, a equipa do Libolo depois de marcar um golo deve procurar outro para “matar” a eliminatória. Os comandados de Vaz Pinto têm de entrar para ganhar e não ficar com medo. É preciso entrar sem medo, para afugentar o adversário e assim construír o resultado que permita vencer a eliminatória.

A recepção no sábado ao CNAPS do Madagáscar está a causar enorme expectativa em Calulo, e no Cuanza Sul no geral. Os libolenses, apesar do resultado positivo que trouxeram da casa do seu adversário, não podem entrar de salto alto porque a equipa malgaxe não tem nada a perder.Vou citar aqui alguns factores que considero imprescindíveis, e que podem catapultar a equipa de Calulo à vitória, e à consequente entrada na fase de grupos da Taça CAF.

1-Boa estabilidade sectorial; 2-Fio de jogo bem definido; 3-Circulação de bola feita com segurança; 4-Facilidade em tirar rendimento colectivo dos jogadores (prova de maturidade e experiência táctica ); 5-Vantagem de poder gerir o resultado, algo visível na eliminatória anterior, o que demonstra que a equipa consegue fazer muito bem; 6-Largura e profundidade nas acções de ataque; 7-

Pressão média, alta e baixa feita em função das necessidades circunstanciais; 8- Toda uma base colectiva sólida em cima da qual surgem individualidades que provoquem desequilíbrios. Está em causa o prestigio do futebol nacional, daí que todos os angolanos, independentemente da sua cor clubista, devem apoiar a equipa de Calulo porque a sua presença na fase de grupos da Taça CAF pode contribuir para que Angola recupere o número de equipas nas Afrotaças.
Policarpo da Rosa

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