Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Liga em 2020?

02 de Setembro, 2019
O presidente do Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol, José Carlos de Almeida, anunciou há dias, numa entrevista, a institucionalização da Liga de Clubes para o próximo ano. Ou seja, em 2020. Daqui a quatro meses para sermos exactos. Ignorando a forma como foi transmitida a informação e por quem o fez e nas circunstâncias que o fez, o essencial é saber se este anúncio é algo para ser levado a sério. Se é, então é grave. Daqui a cinco meses o País vai ter uma liga e não há nenhuma discussão pública dos documentos, que vão reger a competição? Não se conhece qualquer debate sobre o assunto nem o posicionamento dos clubes. Ou estará a haver um trabalho nos bastidores com a participação dos clubes e aguarda-se apenas o momento ideal, para se dar conta de todo um trabalho realizado até agora? De tão silenciosa que é a Federação Angolana de Futebol, fica difícil adivinhar alguma coisa sobre o assunto. E como pode um assunto desta natureza ser discutido entre quatro paredes, quando se devia convocar todas as partes interessadas. Só consigo conceber este anúncio no âmbito de mais um falso alarme, sabe-se lá com que interesse. De todo modo, a minha opinião em relação à direcção de Artur Almeida e Silva não mudou. Sou dos que defende a saída da actual direcção, por todas as razões que temos vindo a manifestar neste espaço. Aliás, todos sabem que a gestão da Federação Angolana de Futebol tem feito, de sorte que não é capaz de justificar o desastre ocorrido no CAN, a saída do treinador e todo um festival de polémicas decisões. O volume das razões vão crescendo de tempo em tempo. Esta direcção não foi capaz de organizar uma partida da Supertaça, abertura da época desportiva, de falar com o público. Portanto, cada um de nós pode fazer a sua relação de problemas desta direcção. Entendo por isso, que o anúncio da instituição da Liga de Clubes no próximo ano, se for sério, deve ser cuidado por elementos que poderão continuar lá, mesmo que a actual direcção não seja reeleita. É urgente um debate em torno deste assunto, e os clubes deviam ser os principais animadores dessa discussão, pois são os principais actores, os mais afectados para o bem e para o mal. É um assunto que não deve ser deixado ao cuidado apenas da Federação Angolana de Futebol, e particularmente desta gestão, que está mais para outro lado do rio.
TEIXEIRA CÂNDIDO

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