Jornal dos Desportos

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Opinio

Lio de trabalho e solidariedade

22 de Junho, 2017
A Federação Angolana de Ciclismo (FACI) realizou com êxito de 16 á 18 do presente a 27ª edição do campeonato nacional da modalidade na Província do Bengo. O elenco liderado por Cremilde Rangel, mostrou que com força de vontade, sacrifício e solidariedade nada pode parar o desporto.

Sim, com Justiniano Araújo (que para muitos é o Pelé do Ciclismo Angolano) no comando bem coadjuvado por João Francisco, Jair Guerreiro, Vítor Araújo e outras forças vivas da FACI, foi possível organizar activos para a realização do evento. Assim, o Governo da Província do Bengo, solidarizou-se com a família do Ciclismo nacional colocando à disposição da FACI, a Província as condições de segurança e não só para que o evento corresse da melhor forma possível.

Além disso foi notório a entrega de algumas individualidades do ramo empresarial que também se solidarizaram com a realização do evento e deram uma ajuda para apoiar os ciclistas com frutas, água, refrigerantes e outros meios.

Portanto, a realização com êxito deste campeonato, apesar das ausências de províncias como Uíge, Lunda Norte, Huambo e outras, foi uma clara demonstração de que a união faz a força e que quando todos estão unidos para o mesmo objectivo tudo corre com perfeição.

Durante a realização do 27º campeonato nacional de ciclismo, deu para ver o porque é que a volta a França em ciclismo é o 3º evento desportivo mais divulgado pela mídia depois dos jogos Olímpicos e do Mundial de futebol!

O ciclismo é sem sombra de dúvidas uma das modalidades mais bonitas de se ver embora as regras não sejam muito fáceis de entender em comparação com as do futebol. Mas a luta pela liderança, com os jogos de equipa, as fugas, os Sprintes na reta final proporcionam aos espectadores momentos de muita emoção.

Um dos aspectos que não podemos deixar de frisar e que vai ficar marcado na história do ciclismo foi o facto de o Petro de Luanda, ter-se juntado ao Bai e à Sicasal formando a equipa Bai-Sicasal Petro de Luanda, liderada por Carlos Araújo, e que se sagrou campeã nacional por equipas.

Além disso, os tricolores da capital viram Bruno Araújo (filho de Justiniano Araújo) a sagrar-se campeão nacional de Sub 23, Dário António, campeão nacional do contra-relógio e a equipa campeã também do contra-relógio por equipas.

Outro pormenor interessante no referido campeonato nacional, foi o facto de Igor Silva ter recuperado o título perdido em 2016 (por não ter participado) na categoria de Elite. Podemos também destacar o facto de em apenas dois meses a empresa Anil (de um empresário local ) ter montado uma equipa e participar activamente ocupando o quarto lugar no campeonato.

Por outro lado a equipa Jair Transportes de Benguela, foi um, dos destaques da prova ao dar grande luta à equipa Bai-Sicasal Petro de Luanda, tendo José Panzo, como Vice campeão nacional dos Sub 23 com menos 3 segundos que Bruno Araújo, e ter dominado quase todas as provas das classes jovens. Foi um campeonato disputado por apenas dez equipas das províncias de Luanda, Bengo e Benguela. Mas isto não diminui a importância do evento, pois, os clubes presente representaram muito bem o país em termos competitivos.

Se não estivessem presentes atletas como Igor Silva, Dario António, José Panzo, Eugénio Pina, Mário de Carvalho, João Cavaleiro, José Gonçalves e outros poder-se-ia colocar em dúvida a competitividade e a classificação final do campeonato. Resumindo podemos dizer que a realização do 27º campeonato nacional do Bengo, mesmo com as dificuldades que a FACI teve em termos financeiros e não só, foi um grande exemplo de que quando as pessoas gostam de trabalhar, de lutar para o mesmo objectivo não existe barreira alguma que impeça as vitórias.
Augusto Fernandes

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