Jornal dos Desportos

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Opinio

Lufada de ar fresco para bola ao cesto

30 de Março, 2019
Na sequência de um acordo rubricado a 16 de Fevereiro último, em Charlotte, Carolina do Norte (EUA), entre a Associação Nacional de Basquetebol (NBA) e a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), África vai contar com uma Liga Profissional da modalidade da «bola ao cesto», a partir do próximo ano. Desse modo, o basquetebol no continente “Berço da Humanidade” vai ganhar, obviamente, um novo impulso.
Para já, o referido acordo, com duração de dez anos e uma contrapartida de 1 milhão de dólares, em cada um destes durante os primeiros quatro anos, vai evoluir faseadamente para 2 e 3 milhões, designadamente, como reza o acordo.Designada como Basketball África League (BAL), na sigla em inglês, a Liga Profissional Africana da modalidade começa ser disputada em Janeiro de 2020, agregando no seu seio 12 equipas de diferentes países, entre os quais Angola, que assume (ainda), nesse momento, a hegemonia continental.
Portanto, o nosso país soma presentemente nada mais, nada menos do que onze títulos africanos, facto que “de persi”demonstra o quão a nação revela uma fasquia elevada nas latitudes do continente Berço da Humanidade.É ponto assente que a Liga Profissional de Basquetebol vai trazer grandes valências em África, já que a nível continental contam-se os países onde, efectivamente, a modalidade da «bola ao cesto» vai ganhando impulso de ano para ano.
Os cem mil dólares norte-americanos, que constitui o prémio para o campeão da AfroLiga, cuja fase final será jogada durante cinco meses, vai ser, seguramente, um dos motivos que atrairá os países do continente, que fazem uma forte aposta no basquetebol.O surgimento da AfroLiga configura-se, por um lado, como a primeira empreitada no mosaico desportivo executadas pela Liga Profissional Norte Americana de Basquetebol, NBA na sigla em inglês, fora das Terras do Tio Sam.
E mais ainda: a Liga Profissional Africana, em termos de critérios de execução, é elaborada com base nas provas actuais da FIBA-África. Para esse efeito, as equipas apuradas para a fase final, ficarão isentas do pagamento de todas as despesas inerentes à transportação e à acomodação, respectivamente.Para o apuramento a Basketball África League (BAL), a NBA e a FIBA vão organizar, ainda no decurso deste ano de 2019, os torneios de qualificação para as 12 equipas, que farão parte desta elite da «bola ao cesto» a nível do continente.
Angola, na qualidade de maior papão do basquetebol em África, surge entre os países que farão parte deste carrossel do elite continental, ao lado Egipto, Quénia, Marrocos, Nigéria, Ruanda, Senegal, África do Sul e Tunísia, que também vêm dando cartas na modalidade. Por isso mesmo, o acordo de criação da Basketball África League (BAL), de que foram signatários o secretário-geral da FIBA, Andreas Zagklis, e o comissário da NBA, Adam Silver, deve ser aplaudido pelas valências que encerra.
A disputa da Liga Profissional a nível do nosso continente pode, ainda, abrir portas e horizontes para talentos de basquetebol, que espreitam uma oportunidade de actuar em campeonatos mais evoluídos, como é o caso do dos Estados Unidos da América.A NBA constitui, a bem da verdade, um sonho de qualquer praticante da modalidade da «bola ao cesto», que almeja atingir o estrelato. E porque sonhar é algo que invade o ego de qualquer ser humano, então esta liga pode dar também a oportunidade a quem faz do basquetebol o seu desporto de predilecção. É legítimo que assim seja.
Por outro lado, o pacote de jogos da NBA direccionado para o público e fãs do continente, já a partir da temporada 2019/2020, traduz outras das mais-valias desta parceria, que encerra o surgimento da Liga Profissional em África. O mesmo vai abarcar, ainda, a oferta de novos conteúdos localizados, recursos financeiros, com enfoque para o desenvolvimento contínuo do ecossistema de basquetebol africano, incluindo treinamento para jogadores, treinadores e árbitros e investimento em infra-estruturas, assim como outras valências.De resto, quando estamos praticamente às portas da 18ª edição da Copa do Mundo de Basquetebol, que vai agregar 32 selecções e que se disputa de 31 de Agosto a 15 de Setembro próximos, Angola vai já afinando a sua máquina para o efeito.
Os angolanos, que se estreiam nesta compita frente a Sérvia, um peso pesado do basquetebol mundial, vão ter ainda como adversários no Grupo D da Copa da China, a Itália e as Filipinas, respectivamente. Por isso, os hendeca-campeões africanos devem preparar-se convenientemente, para esta espinhosa missão que terão na China’2019. Aguardemos estão por esta montra mundial, em que evoluirão, pelo nosso continente, além de Angola, a Tunísia, na qualidade de campeã, a Costa do Marfim, a Nigéria e o Senegal, e o surgimento da Liga Profissional em África, que há-de revelar-se obviamente, como uma lufada de ar fresco para a «bola ao cesto» por estas latitudes… Sérgio V.Dias


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