Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mais responsabilidade

13 de Junho, 2019
Desde 1996 na África do Sul, aquando da sua estreia, a participação da Selecção Nacional de futebol no Campeonato Africano das Nações foi sempre encarada com alguma responsabilidade, pela Federação Angolana de Futebol, pelo Governo e pelo cidadão comum. Dado que a selecção não é pertença de um clube, pois, representa o país, nela se revêem os angolanos de todos estratos sociais e não é sem razão que o Governo nunca olhou a meios para proporcionar as condições necessárias a uma participação condigna.
É certo, que no cômputo das suas participações, nem sempre correspondeu à expectativa, basta olhar para o que representa o histórico dos seus resultados. Ainda assim, em ocasião alguma foi vítima de desprezo, ou entregue à sua própria sorte.
O que aconteceu, ao princípio desta semana, com os atletas ao serviço da Selecção Nacional a cruzarem os braços, por reivindicarem o mínimo para as suas necessidades básicas, pode afectar os níveis motivacionais do grupo, o que é mau quando faltam poucos dias da competição.
Assim, apetece perguntar que meta competitiva foi definida para esta oitava presença de Angola, na fina-flor do futebol africano. Por que quem estabelece metas, investe na equipa, a começar na preparação, para depois achar-se no direito de cobrar resultados.Com estes constrangimentos, que participação se pode esperar da equipa? Ao menos, é desejo comum que ela não volte a cair, vergada na fase de grupos, como tem sido. É hora, pois, de mostrar níveis de crescimento. Mas por este andar não chegamos lá. A componente financeira é o principal obstáculo de todo o exercício desportivo, nos últimos tempos, quer falemos de selecções, quer falemos de clubes. Por esta ordem, é normal que a FAF esteja com algumas dificuldades de tesouraria. Contudo, deve-se sempre conjugar algum esforço, no sentido de conseguir-se o mínimo, que sirva para serenar os ânimos de quem imbuído do espírito patriótica faz algum esforço para servir o país.
Não foi bom, estando o presidente da Federação, também ele, em Portugal, não se preocupar com os problemas que a equipa enfrenta, tão pouco aproximar-se dos atletas para transmitir-lhes alguma motivação. Se é verdade, o que se diz, o Seleccionador Nacional, Srsjan Vasiljevic, saiu ao encontro de Artur de Almeida para comunicar-lhe o clima menos bom que se vivia no seio do grupo, estaremos perante uma situação que preocupa.

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