Jornal dos Desportos

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Opinio

Mais um Girabola passou histria

07 de Novembro, 2017
1. Sem contar com a homologação, a ser feita pela FAF, o Girabola ZAP edição de 2017 já consta dos anais da história do futebol angolano, que consagrou o 1º de Agosto, pela 11ª vez, superou a concorrência e levou para a sua galeria o título da maior festa do futebol local.
2. A hora é de balanço, por enquanto não pode ser feito na plenitude, em razão da existência do que se chamou \"Caso Cabibi\", que envolve a equipa do Progresso da Lunda, desqualificada da prova, na semana em que os clubes preparavam-se para disputar a jornada derradeira do campeonato.
3. Por si só, longe das razões objectivas e subjectivas que guiaram a decisão do órgão reitor do desporto rei, considero que a Federação Angolana de Futebol ainda tem muito a aprimorar o ponto de vista administrativo, que é um factor de fraqueza que há muito emperra o desenvolvimento do nosso futebol.
4. Fechar a competição com problemas desta índole, em plena era das tecnologias de informação, roça o amadorismo que pode potenciar o pensamento de quem sempre deu pouco crédito à seriedade da instituição, independentemente, de quem sejam os \"inquilinos\", o que pode ser entendido como um cancro administrativo.
5. Está na hora de pensar na implementação de uma plataforma informática, capaz de gerir o processo desportivo desde a inscrição dos jogadores aos cartões e suas consequentes penalizações, e por aí, evitar-se os “disse não disse”, cujas repercussões podem até certo ponto, ferir a verdade desportiva.
6. O avanço científico e tecnológico obriga-nos a rejeitar qualquer tentativa de falha estatística e administrativa, na gestão de cartões e demais admoestações que consideramos além de levianas, elevada despreocupação dos gestores do nosso desporto, de que o futebol não é apenas o jogo em si.
7. Independentemente, do desenvolvimento que venha a ter, considero \"o caso Cabibi\" uma mancha do Girabola ZAP, edição 2017, e apesar de não ser algo insólito na história do nosso desporto, em nada prestigia os 38 anos da festa da bola, na terra de Manguxi.
8. De igual modo, e com todo o respeito pelas pessoas que fazem do JGM do Huambo um Clube, sinto algum incómodo na alma, pela forma como a referida equipa do Huambo conseguiu a manutenção na alta cimeira do futebol doméstico, fruto de duas inspiradas (?) vitórias, frente ao 1º de Maio de Benguela e ao Recreativo da Caála.
9. Tenho razões mais do que suficientes para assim pensar, porém, ante a ausência de factos que possam servir de elementos probatórios numa eventual batalha judicial, por difamação, prefiro arrolar a minha opinião no mundo das suspeições, que apenas tem o valor que tem, e nada por aí além.
10. À propósito, e por aquilo que aconteceu ao longo do Girabola, em que a equipa chegou a anunciar desistência da prova, oxalá, outras forças também se solidarizem com a equipa do planalto central, no sentido de no próximo Girabola tenham uma caminhada tranquila, e que não se fale em faltas de dinheiro.
11. Isso, por que o prestígio de pertencer à elite do futebol angolano não se compadece com as lamúrias do costume, em que os apelos aos patrocinadores funcionam como uma obrigatoriedade daqueles suportarem todos os gastos que envolvem uma época desportiva, e diga-se de passagem, não é pouca “massa”.
12. Finalmente, confirmou-se a descida de divisão do histórico Atlético Sport Aviação, para desalento dos meus amigos, Béu Francisco, Pascoalito, Moca Ferreira, Toy Gagá, Lito Pascoal, Alvarito, e outros tantos, à quem apelo a preferirem a reestruturação da equipa em todos os aspectos, e pensar se vale a pena continuar nestas coisas de Girabola! Carlos Calongo

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