Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Mo solidria dos desportistas

26 de Março, 2015
O facto de surgirem iniciativas colectivas e individuais, em torno de acções de carácter social, que visam diminuir o sofrimento das vítimas das chuvas, que na passada quinta- feira, se abateram sobre a cidade do Lobito, constituem motivo de apreço e de regozijo de todos os cidadãos angolanos.Se partirmos do princípio que não compete apenas ao Governo desenvolver acções similares, ao elevar a promoção e efectivação de parcerias com elementos dos vários segmentos da sociedade civil, os angolanos são chamados mais uma vez a dar provas da sua maturidade e solidariedade.

É pois de louvar e apoiar a intenção de elementos dos vários segmentos da vida social, entre os quais os desportistas de diversas modalidades, que desenvolvem acções de vária índole, em respeito à memória dos que deixaram o mundo dos vivos e em apoio dos que lutam para que a vida volte a ter um percurso normal.

O engajamento de todos continua a ser a nota dominante, para que as condições continuem a permitir que os resultados que juntam aos de iniciativas desencadeadas pelos organismos oficiais e privados, sejam traduzidos em êxito. Independentemente do resultado de ontem, em Caxito, diante do Domant do Bengo, para a quinta jornada do Girabola, deve-se destacar o espírito de solidariedade para com as vítimas, evidenciado pelos componentes da equipa de futebol da Académica do Lobito, cujo Estádio (Buraco) não foi poupado pela intempéries.

As acções levadas a cabo pelos desportistas, em particular os que desenvolvem a sua actividade na cidade do Lobito e em geral na província de Benguela, às quais se juntaram outros de diferentes latitudes de Angola, além da oferta de produtos de primeira necessidade para numa primeira fase, ajudam os lesados a fazerem face às dificuldades do momento, engloba igualmente acções ligadas à pregação do Evangelho e à educação moral e cívica.

Numa altura em que são cada vez mais evidentes os esforços do Governo de Angola, em tudo fazer para minorar o sofrimento das populações carenciadas, é de convir que acções desta natureza, como a prestação de socorro às populações vitimas de tragédias, acontecem em altura própria, dado que a educação e sensibilização nesse e em outros sectores, não podem ser feitas sem que o cidadão disponha de boa saúde. É certo que esse tipo de acções não devolvem a vida aos que partiram para o além, mas é de louvar a preocupação permanente, não só por parte dos mentores e executores dos projectos, como de todos os cidadãos nacionais e não só, em contribuir para que a vida dos sinistrados volte ao normal.

São gestos como este, que longe de servir de orgulho e rejubilar de satisfação os angolanos, devem constituir-se em fonte de inspiração para que iniciativas do género, nas mais variadas vertentes da solidariedade social, possam encontrar lugar. Leonel Libório
É aqui que se enquadra o princípio, segundo o qual, “o pouco que quem tem muito, oferece, é muito para o necessitado que recebe e que tem pouco”
Leonel Libório

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