Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Marketing desportivo no vai morrer amanh!

13 de Agosto, 2018
Que o desporto e o marketing estão numa relação do tipo, “ epá sem ti eu não vivo, e sem você eu não existo”, já algum tempo, isso todos nós sabemos.
Porém, com o encerrar das cortinas do Mundial de futebol Rússia 2018, ocorrido no dia 15 deste, no magistral e monumental estádio de Luzhniki, na cidade de Moscovo, ficou mais uma vez constatado, que o desporto e o marketing estão condenados a viver juntos, de tal forma, que hoje tenho inúmeras dúvidas de que a morte seja capaz de os separar!
Na realidade, o Mundial de futebol Rússia 2018, veio confirmar que não estou do lado errado da história, pois o Mundial de futebol, dos raríssimos eventos desportivos de dimensão planetária, mostrou, mais uma vez, que o desporto é hoje o coração do marketing.
Á partida, o leitor pode estar a pensar, que hoje o autor deste artigo, foi domingo para cama a sonhar com os pés calçados, e acordou nesta segunda-feira, a pensar com os pés descalços. Nada mais ou menos do que isso!
É um facto, que o marketing visto por muitos, como A CIÊNCIA DA ARTE, dada a sua componente sedutora, emocional e de grande envolvência, e, por outros tantos, visto como a ARTE DA CIÊNCIA, dado o seu cordão umbilical centrado na capacidade criativa e naquela centelha de genialidade racional e analítica, que fazem toda a diferença, na hora de agregar valores a qualquer marca, deixou, durante o recente Mundial de Futebol, todo o seu perfume.
Boa parte dos investimentos e negócios, independente do segmento e porte, feitos pelas marcas que activaram seus produtos e serviços, bem como realizaram promoções, durante o evento, não só lucraram, bem como também tiveram retornos através de visibilidade e notoriedade, com base em estratégias planificadas e trabalhadas, que por meio de acções, serviram para atrair seus públicos-alvos e estar o próximo, mais próximo dos consumidores de uma forma geral, apesar de, obviamente, terem sido obrigados a observar as regras do Programa de Protecção às Marcas (PPM) da FIFA, que determina que as marcas da FIFA só podem ser utilizadas por patrocinadores do Mundial e parceiros, e sob prévia autorização.
Fora disto, não há como ficar sem dar destaque, as campanhas de marketing de sucesso, feitas por marcas, por exemplo como as da concessionária de automóveis sul -coreana, Hyundai, por meio do slogan \"Estádio da claque Hyundai-Rússia 2018, Estejá lá\", passando pelo produto, que ficou mediaticamente conhecido por CONTACTLESS, lançado pela multinacional norte-americana de serviços financeiros, VISA, que permitia aos adeptos, fãs e consumidores usarem luvas com pequenos e simples chips, que em contacto automático com um ATM ou um TPA, se transformava em meio de pagamento, não deixando de fora as deliciosas e recheadas sanduíches inspiradas nas 32 selecções que disputaram o Mundial, preparadas com as mãos de \"fadas\" dos profissionais da rede multinacional de restaurantes norte-americana Mcdonald`s. Sem esquecer, claro, a presença em peso e na medida certa da HISENSE, primeira marca electrónica de consumo chinesa a ser oficialmente a principal patrocinadora de um campeonato do mundo de futebol, que com suas actividades globais de marketing e publicidade, fez chegar a sua logo-marca e logótipo corporativo em mais de 200 países, aumentando assim a exposição internacional da marca.
Portanto, o marketing e o deporto estão numa relação de “bem com a vida” e talvez só o tempo, que nesses casos é o melhor juiz em causa própria, nos poderá dizer, se juntos poderão morrer depois de amanhã ou para sempre!
Porém, eu já tenho uma suspeita: QUE AMANHÃ, O MARKETING E O DESPORTO, JUNTOS NÃO MORRERÃO!
*Mentor e Gestor Executivo do Fórum Marketing Desportivo.
Zongo Fernando dos Santos *

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