Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Marrocos no centro das atenes

11 de Janeiro, 2018
O CHAN aproxima-se. A partir do próximo sábado, as atenções de todos os amantes do futebol e não só estarão viradas para o Reino do Marrocos, para vibrar ao ritmo da prova continental dedicada aos futebolistas que actuam nos campeonatos internos.
Quando restam pouco mais de 48 horas para o pontapé de saída da prova, a pergunta que todos colocam é a seguinte: quem vai conseguir chegar a fase de grupos? Quem terá peito para chegar aos “quartos”, as “meias” e a final?
Enfm, uma série de questões, cujas respostas só as teremos com o andar da competição, daí o interesse manifestado por todos os adeptos da modalidade. Principalmente dos países presentes no Marrocos.
Numa análise muito realista e sem medo de errar, posso dizer que se os nigerianos, os ivoirienses, os camaroneses e os marroquinos fazem parte dos principais favoritos desta quinta edição do CHAN. Contudo, não devemos subestimar países como a Zâmbia, Sudão, Guiné Conakry e mesmo Angola (não estou ser muito optimista?), que terão certamente uma palavra a dizer.
Entre o lote de países que participam pela primeira vez na fase final da competição e aquelas mais experientes, posso dizer que teremos uma prova bastante competitiva e mesmo interessante, porque quem chega aqui tudo vai fazer para honrar as cores do País que está a representar.
Na primeira fase o objectivo principal é ficar entre os dois primeiros, de modos a carimbarem o passe para os oitavos de final. Chegados aqui o sonho atinge proporções maiores. Aliás, todos os “pesos pesados” deverão atingir, no mínimo, os oitavos de final.
Antes de ir para a fase eliminatória, a chamada fase do tudo ou nada, podemos dizer que teremos agradáveis oposições durante a fase de grupos. Na primeira jornada, por exemplo, a disputar-se no próximo sábado, teremos apenas um jogo, o não menos aliciante Marrocos-Mauritánia.
No dia seguinte, teremos três jogos. Guiné-Sudão; Costa do Marfim-Namíbia e o Zâmbia-Uganda. Ainda no prosseguimento da ronda inaugural teremos no dia 15 os encontros Libia-Guiné Equatorial e o Nigéria-Uganda. A primeira jornada encerra no dia 16, quando medirem forças Angola-Burkina Faso e Camarões Congo Brazzaville, jogos estes pontuáveis para o Grupo D.
Neste tipo de competição, o primeiro jogo tem grande importância, em função dos objectivos traçados por cada uma das selecções. Uma vitória é sinónimo de esperança e a derrota pode tornar-se num autêntico pesadelo, em função da carga emocional que ela acarreta no jogo seguinte.
Um indicador de peso é o poder ofensivo de cada selecção. Indicador este baseado na capacidade de cada atacante, através do seu coeficiente de golos nas sua equipas, que pode influenciar ou não no contributo da selecção que representa. Não podemos esquecer a componente defensiva, também ela importante para os desígnios de cada uma das selecções presentes.

O SONHO DOS PALANCAS
Bukina Faso, Camarões e Congo Brazzaville, são os adversários de Angola. Um grupo forte, diga-se em abono da verdade, mas que nos permite sonhar com os oitavos de final, apesar de todas as contrariedades que marcaram a sua fase de preparação.
Pessoalmente penso que devemos, por agora, deixar de lado todas as inquietações vividas pelos Palancas Negras e dar-lhe todo o apoio para que consiga superar os números alcançados na última edição em que esteve presente, onde, infelizmente, não passou da primeira fase.
Penso mesmo que se a Selecção Nacional fizer valer a experiência vivida em 2011, no CHAN disputado no Sudão, em que disputou a final com a Tunísia (derrota por 0-3), certamente vai se dar bem.
Será importante vencer na jornada inaugural, o Burkina Faso dia 16, no estádio Adrar, situado na cidade de Agadir, sede do Grupo D. Seguir-se-á os Camarões, no dia 20. Se tudo correr bem, Angola terá 3 ou 6 pontos ao fim das duas primeiras jornadas e ficará em excelente posição pra se qualificar para a fase seguinte, quando defrontar o Congo na derradeira jornada da primeira fase.
Os angolanos acreditam que os Palancas Negras vão entrar muito forte nesta sua terceira presença numa fase final do CHAN. Que vão somar os pontos necessários para carimbarem o passe para os oitavos de final, superando assim as performances alcançadas na sua última participação. Aliás, um desejo manifestado pelo técnico Srdjan Vasiljevic, momento antes do embarque para o Reino do Marrocos.
“O que posso dizer é que equipa vai demonstrar um elevado nível de empenho, garra e vai correr muito. Desejo o melhor para a minha equipa, que sejam humildes e que em cada jogo, jogue com o coração cheio e tenho a certeza de que uma abordagem destas pode ser recompensada positivamente”. Vamos aguardar para ver.
POLICARPO DA ROSA

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