Jornal dos Desportos

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Opinio

Misso do embaixador

15 de Abril, 2017
À margem dos \"grandes trumunus\" do Girabola Zap como o de logo à noite, nos Coqueiros, Kabuscorp -Progresso da Lunda Sul, acho que as atenções dos amantes do nosso futebol também vão estar viradas para a Vila de Calulo.

O desejo de todos é o de ver o Recreativo do Libolo a qualificar-se para a fase de grupos da Taça da Confederação Africana de Futebol, que só é possível se vencer e convencer o CNAP Sport do Madagáscar.

A responsabilidade do nosso \"embaixador\", Recreativo do Libolo, é grande, sobretudo se não olvidarmos o facto de no seu último afastamento em 2015 para a fase de grupos da Liga dos Campeões, também ter deitado por terra a possibilidade de dilatar o número de outros \"embaixadores angolanos \" nas provas promovidas pela Confederação Africana de Futebol.

A redução vem de Julho de 2015, face à má prestação das equipas angolanas na Liga dos Campeões e na Taça da Confederação, em que este ano está a competir o Recreativo do Libolo.

Até então, o país inscrevia quatro clubes: dois para a Liga dos Campeões, e igual número para a Taça da Confederação. Este privilégio \"esfumou-se\" devido aos resultados negativos das nossas equipas, nossas\" embaixadoras\".
O país perdeu porque deixou de integrar o selecto \"grupo dos 12\", com direito a duas equipas para cada competição. Passou a contar - como ainda vimos este ano - só com o campeão nacional ( o 1º de Agosto já eliminado da Liga) e o vencedor da Taça de Angola ( Libolo que recebe hoje no seu reduto o CNP Sport do Madagáscar).
Portanto, pode não ser para já, mas estamos ansiosos de ver o Recreativo do Libolo vencer hoje e a continuar uma boa prestação nas fases seguintes e assim resgatar também o prestígio que as equipas angolanas já exaltavam em África, pelo menos até ao ano de 2001.

Até essa data, já vimos o nosso Petro de Luanda, ao tempo do técnico Djalma Alves Cavalcanti, a atingir as meias-finais da Liga dos Campeões, em que acabou eliminado pelo Sundowns da África do Sul.
Foi orgulhosamente histórica aquela presença dos tricolores!

Porque vimo-lo a superar na prova velhos \"clientes\" do futebol africano como, o Al Ahly, do Egipto e Asec Mimosas, da Côte d\'Ivoire.

E, falo aqui do Petro de Luanda, como podia falar de até onde chegaram o nosso grande 1º de Agosto, o 1º de Maio de Benguela, e o Interclube, nas competições africanas em que puseram o país a cantar vitórias e sorrir.

Por tudo isso, o país não espera do Recreativo do Libolo outra coisa: confiança, hoje e sempre na competição onde está, que é capaz de ajudar a reescrever a história do futebol angolano, a nível de equipas, nas provas da CAF.

Para tal, basta eliminar a equipa malgaxe, e aguardar os adversários da fase de grupos.
António Félix

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