Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Momento de reflexo

06 de Julho, 2019
Os Palancas Negras já regressaram ao país, depois do pesadelo que foi a sua participação na fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2019, que decorre no Egipto. Os amantes do futebol e não só, não perdoam o afastamento prematuro da equipa nacional e as críticas acentuam-se com o regresso ao país.
Os angolanos não esquecem o empate diante da Mauritânia nem a derrota frente ao Mali, num jogo em que necessitavam apenas de um empate para garantirem o passe para os oitavos de final. Uma questão que levou muitos angolanos a apontarem o dedo a inexperiência da Federação Angolana de Futebol (FAF), como um dos principais motivos para o regresso antecipado dos Palancas Negras.
Para cúmulo dos males, a equipa nacional demonstrou, no jogo de abertura diante da forte Tunísia, um futebol de alto nível. Foi aqui que os angolanos elevaram a fasquia; que a presença na fase seguinte seria uma certeza.
Mas, o pessimismo lançou-se sobre todas as previsões de possibilidades, depois do empate, com sabor a derrota, diante da Mauritânia. Não atingir os oitavos de final é um falhanço? Sim. Temos todos de reconhecer isso. Aconteceu e há que reflectir, rapidamente, sobre o assunto. Rapidamente, porque aproximam-se os próximos compromissos dos Palancas Negras.
Aliás, o próximo compromisso está aprazado para o dia 26 do corrente, diante da selecção de eSwatini (ex-Swazilândia), na capital do país, para a primeira mão de acesso a fase final do CHAN.
O afastamento da Selecção Nacional da 32ª edição da Taça de África das Nações é já uma questão do passado e agora é preciso dar tranquilidade a todos os actores. Chegou a hora de reflectir-se sobre o assunto, antes de se tomar uma decisão e aconselhar-se com as pessoas certas, numa clara crítica ao órgão reitor do futebol nacional, no caso a FAF.
Compreendemos as dificuldades ou obstáculos encontrados pela FAF, no que concerne a criação das condições ideias para uma boa representação do \"Onze Nacional\". Mas, com humildade, empenho e astúcia dos seus representantes, que estiveram em peso no Egipto, nada disso teria acontecido. O diálogo seria fundamental para cativar e motivar os jogadores. Coisa, que, infelizmente, não aconteceu.
Esta ressalva não tem o objectivo da criticar o organismo que rege o futebol nacional. Mas é importante que este tipo de situações não passem em claro e não deixem de ser denunciadas, para reforço dos tais princípios e valores que sempre acompanharam o nosso desporto e, particularmente, o futebol, e o tornaram numa modalidade que unifica a Nação, sob pena de perdermos o nosso maior património desportivo.

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