Jornal dos Desportos

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Opinio

Mrito de Maneda lgrimas no "Rio Seco"

21 de Fevereiro, 2017
O meu companheiro aqui ao pé, Carlos Calongo, escreveu sobre o basquetebol e da vitória do novo presidente da federação, esse meu colega de escola, que dá pelo nome de Hélder Martins da Cruz "Maneda". Que jogou no Ferroviário e Dínamos e que é sobrinho do já finado seleccionador nacional de hóquei em patins, meu amigalhaço João Cruz. Deus que o tenha!

E julgo que a vitória de Hélder Cruz, com sorte e mérito, foi boa porque trabalhou para tal, mas, é de sublinhar no fim o "fair play" do grande Paulo Madeira, por aceitar, olimpicamente, a derrota. Viva a unidade na bola ao cesto, sim senhor!

É que, em tempo de eleições - quaisquer eleições, porque mesmo nas politicamente gerais presidenciais ou legislativas - quem está no poder fica sempre sob os holofotes do acompanhamento de quem votou anteriormente e, por isso, submete-se à acção fiscalizadora, à critica positiva ou negativa.

E Paulo Madeira notou este controlo porque em 2012 fez campanha e traçou projectos. Conseguiu? Portanto, a sua derrota resultou do balanço, bom ou mau, que os votantes fizeram do seu consulado, que, reconheço aqui, não esteve só eivado de realizações negativas, mas, também, boas de enaltecer.

Agora notei e anotei as promessas feitas por Hélder Cruz. Estou então para ver, e obviamente avaliar, o que dirá na tomada de posse e, daí, o que poderá fazer até 2021, embora até dos Estados Unidos da América tenha vindo um elogio à sua pessoa, tecido pelo antigo poste da Liga Norte-Americana de Basquetebol (NBA), Dikembo Mutombo, que esteve a trabalhar com o mesmo o ano passado, em Luanda.

O consulado de Hélder Cruz tem, por tudo isto, deve ser positivo em vários campos. Tem de ter uma equipa coesa que una a família, que valorize todos os agentes - dirigentes, treinadores, árbitros, antigos atletas e que, no fundo, resgate mesmo o domínio das nossas selecções e clubes. Isto é um imperativo!

E por falar em clubes, Hélder Cruz, não pode funcionar com regulamentos federativos que, por exemplo, façam com que os clubes preguem "calotes" aos jogadores. Não é bom ver hoje o 1º de Agosto a não pagar os 222 mil dólares de dívida ao norte-americano Cedrick.

É triste! É vergonhoso!Por falar em 1º de Agosto, vem aqui a baila o afastamento desta da sua equipa de futebol da Liga dos Campeões Africanos. O país sentiu!

Mas, eu pelo menos - para falar a verdade - não caí de borco com este afastamento diante do Kampala City do Uganda - formação de um país com tradição considerável nas provas africanas.

Para mim esta queda do 1º de Agosto, se constituir ainda surpresa para algumas pessoas é porque estas, a meu ver, não quiseram afastar um cepticismo que parecia evidente, se olharmos, como olhos de ver...as peças fundamentais que mandou para a Europa. Falo claramente de Gelson e de Ary Papel.

A equipa perdeu lá no Uganda, por 1-0, aqui ganhou por 2-1, com aqueles lindos golos de Buá e Geraldo, mas, na minha visão, na minha leitura.... ressentiu-se ainda as ausências daqueles dois craques que foram para o Sporting de Portugal e aí , um deles, para o "satélite" Moreirense.

Confesso que não é saudosismo! Fizeram mesmo tremenda falta nesta eliminatória. Não é à toa que o Sporting - vejam isto meus senhores - já rejeitou do Al Ahly do Egipto, onde brilharam os nossos Gilberto e Flávio, por uma proposta formal de dois milhões de euros.

Até a Sociedade Anónima Desportiva leonina liderada por Bruno de Carvalho, acredita neste nosso compatriota jogador de 22 anos, que, juntamente com Gelson Dala, podem valorizar-se ainda mais dentro em breve.

Estes dois, repito... fizeram grande falta diante deste Kampala City. Não sei se há por aí ainda alguém, nesta terça-feira, a duvidar? Posso dizer mais: este 1º de Agosto, que representou na Liga dos Campeões, não teve um desempenho satisfatório no jogo da primeira e segunda mão.

Esteve muitos furos abaixo do brilharete que protagonizou em 1997. A equipa desta vez teve a oportunidade de decidir a eliminatória nos seus domínios - em Luanda portanto - onde contou com uma falange de apoio que não o tem deixado mal.

Até ainda apostou na frente de ataque, onde tem bons alguns bons executantes, mas a verdade é que não logrou golos capazes de frustrar o sonho da equipa forasteira, aquele Kampala City.

Sem maldade, eu pergunto, aqui e agora: onde está, afinal, o tal jogo colectivo prometido pelo técnico Dragan Jovic, segundo o qual, será a principal atracção da equipa principal do 1º de Agosto para a época 2017, ao contrário do individualismo que predominou a temporada anterior?

A todos que torcem pelo 1º de Agosto gostaria apenas de relembrar palavras deste senhor treinador tinha, assumidas, honestamente, numa entrevista que deu a Angop: "Temos uma equipa para fazer boa temporada.
Contratamos jogadores com qualidades capaz de proporcionar bons espectáculos e resultados satisfatórios, apesar de faltar ainda um ponta de lança fixo que a curto prazo será encontrado".É esta a grande esperança que resta a todos os adeptos, sócios e adeptos do grande 1º de Agosto!
António Félix

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