Jornal dos Desportos

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Opinio

Ns temos de crescer para depois aparecer

24 de Janeiro, 2017
Nós temos de crescer para aparecer, porque, sinceramente, esta questão da demissão, já aceite, de Norberto de Castro, por alegadamente ter sido marginalizado ainda agora que a nova direcção da FAF entrou em funções e também a falta da ida regular dos Palancas Negras aos CAN de que o Carlos Calongo fala no seu texto, acho que só estarão ultrapassadas e resolvidas caso tenhamos " futebol de" verdade no verdadeiro sentido da palavra.

Porque, caso assim não seja...que selecção nós teremos?Que unidade haverá nas hostes o seio da federação se lá os dirigentes estiverem de costas viradas?

A nível nacional - nos clubes, nas associações provinciais, nas escolas de formação, nas competições oficiais - tudo e todos devem estar interligados como as carruagens de um comboio que segue o mesmo destino....

Podem algumas pessoas defender que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas eu insisto: Norberto de Castro, Artur Almeida devem preocupar-se com isto e mais outras boas acções que ajudem a termos um futebol organizado, com selecções fortes e termos uma palavra a dizer nos futuros CAN. E isto é possível, sim senhor!

Eu pergunto por exemplo: se em Fevereiro vai “arrancar” mais uma edição do Girabola, então mais uma vez faz sentido que quase só algumas das equipas de algumas províncias é que façam com que a prova não seja visto, em campo e em jogo jogado, sem as das regiões de Cabinda, Zaire, Malange, Bengo, Cunene e Cuando Cubango?

Como se vê são nada menos que sete o grandes regiões do país que ficarão “privadas” do futebol da divisão principal. Quando tivermos "futebol de verdade", aí sim, é que teremos à escala nacional.Na região Norte, o "mapa da primeira divisão" não chegará ao Zaire, que outrora já se assumia como um “clientes” assíduos nestas andanças, com a sua Académica do Soyo. Infelizmente, mais uma vez fará a travessia do deserto.

Nesta zona Norte, a "placa giratória" da prova passa, igualmente, ao largo da província de Cabinda, uma ausência notável porque as equipas das terras do petróleo vinham competindo sempre, com o Sporting, Futebol Clube ou Luta Sport de Cabinda.Da área Centro/Norte de Angola, Malanje que já mereceu referência com o seu Cambondo, Gaiatos, Leões do Planalto etc., não voltará a marcar presença na próxima edição do Girabola.

Perto de Malanje está o Cuanza Norte. Já houve anos em que o Desportivo do EKA honrou os seus compromissos na qualidade de “embaixador” da província até que apareceu o Porcelana Futebol Clube do Cazengo. No Sul Namibe vai assistir o campeonato pela TV. Não há qualquer dúvida de que o “jejum” já está a ser longa data. Leva três épocas e é, enfim, uma ausência “gritante”, no historial de equipas namibenses sem presenças regulares no Girabola.

Também foi de pouca duração, pelo Sul, a "militância" do Cuando Cubango, porque volta a não ter um clube representado no principal campeonato nacional de futebol. Ela tinha ficado 15 anos sem este privilégio até que em 2015 ascendeu o 4 de Abril para o 'Girabola' 2016 que até então apenas militava a segunda divisão nacional. Para uma província fustigada por 27 anos de guerra civil, que terminou em 2002, o futebol devia continuar presente com futebol/festa da primeira divisão.

Só um campeonato forte com jogadores com recomhecida qualidade técnica e táctiva é poderão fazer Angola voltar a assustar o continente como já tinha começado a fazê-lo desde o CAN de 2016 no Egito e também em 2008 no Ghana sob o comando do treinador Oliveira Gonçalves.Pensávamos todos que continuarímaos a subir, a estar na mó de cima! Mas, afinal, faltarm políticas de continuidade. Faltamjogadores? Falta de dinheiro. Estãs são respostas que este elenco de Artur Almeida, com Norte de Castro ou não, deverá dar resposta. Vamos esperar António FeLix

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