Jornal dos Desportos

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Opinio

Nossos Sub-17 no CAN e a \"boca\" de Machado

02 de Maio, 2017
O assunto desta semana tem que ver com a participação de Angola no Campeonato Africano de Futebol em Sub-17, prova que será realizada na República do Gabão, e marca, portanto, o regresso do futebol angolano na referida competição em que participou pela última vez no ano de 2000.
Com a participação na referida competição, Angola tem mais uma oportunidade para mostrar à África e o mundo, às quantas anda o seu futebol de formação que, ao que se apregoa, deve ser a aposta para um futuro que traga felicidades à todos os níveis, claro, em matéria de futebol.

Será que é desta vez que voltaremos a sorrir motivados pela conquista de um troféu por uma Selecção Nacional de Futebol, depois do feito histórico dos Sub-20, que no ano de 2001 inscreveram com letras indeléveis o nome de Angola e dos angolanos no livro dos vencedores dos CAN na categoria atrás citada?

Na base do que se diz proverbialmente que \"sonhar não é proibido\", é aceitável que os angolanos tenham alguma esperança de que isso possa ocorrer, sendo o inverso também aceitável nesta operação de hipóteses que no futebol não consubstancia nenhum tipo de crime, aliás, a possibilidade de vitória está sempre presente. Talvez, a questão que se coloca é se o combinado nacional tem competências técnica, desportiva, administrativa para responder positivamente tal pretensão.

Aqui chegados, somos limitados pelas poucas informações que (não) são disponibilizadas, a partir das quais seria possível ter-se uma percepção de como anda a operação em termos logísticos, até por que, faz tempo, a saúde financeira da Federação Angolana de Futebol não tem a robustez de outros tempos, considerados das \"vacas gordas\".

E até onde se sabe, das garantias verbais dadas pela direcção da órgão reitor do futebol angolano ao técnico Simão Coxe \" Languinha\", nenhum outro passo foi dado, em direcção à confirmação de estarem reunidas as condições financeiras necessárias para que os Palaquinhas possam realizar uma prova da qual regressem com êxitos, e que isto reflicta a vitória, aliás, repetimos, sonhar não é proibido.

Entretanto, por aquilo que vamos acompanhando, não estamos em condições de pedir muito aos rapazes que desde Dezembro último não tiveram ciclos competitivos fortes, a partir do quais se pudesse aferir a evolução das suas capacidades técnica e táctica, o que pode ser um elemento negativo para as pretensões de Angola.

Aliás, nesta linha também andará o pensamento do treinador Languinha Simão, de quem já ouvimos dizer estar preocupado com as arestas que ainda existem e são compreensíveis, se calhar, por culpa da ausência de competição para os representantes das cores nacionais ao CAN do Gabão.
Todavia, como bons angolanos e patriotas, depositamos fé e esperança numa participação positiva da equipa nacional, a quem deve ser prestado todo o apoio, afinal, em jogo estará também o hastear da bandeira e o entoar do hino nacional, enquanto símbolos supremos da soberania angolana, que à todos deve orgulhar.

E no epílogo, uma nota às bocas de João Machado, que a seu estilo, denunciou a postura pouco profissional do árbitro que apitou o último jogo do ASA em eia esteve como treinados, antes da chicotada de ontem, isto frente ao JGM do Huambo, que saldou-se em mais uma derrota para os aviadores, agudizando a crise de resultados, bem como a possibilidade da continuidade da relação entre o clube e o ASA.

Foi propositada esta nota estar no fim, pela \"regra\" que vem sendo adoptada em relação às denúncias que indiciam acções que beliscam o desporto, de um modo geral, sem que quem de direito se coloque em campo para cumprir a sua missão de encontrar as provas e por via delas accionar os mecanismos para a competente punição dos actores, de acordo com o estabelecido na lei.

E como a culpa tem morrido solteira, pouco ou nada adianta gastar latim com mais uma boca do decano dos treinadores angolanos, salvaguardando, claro, toda a verdade que poderá existir no assunto, aliás, diz-se que \"na boca de um mais velho pode sair dente podre, mas nunca palavra podre\".
Carlos Calongo

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