Jornal dos Desportos

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Opinio

Novos rostos na Seleco Nacional

07 de Agosto, 2014
A Selecção Nacional de futebol começou o tão esperado processo de renovação. De modo silencioso mas notório, assistimos à mudança paulatina dos rostos nos Palancas Negras. O técnico Romeu Filemon, que esteve algum tempo a interinar a Selecção Nacional, regressou agora numa condição mais efectiva para dar seguimento ao trabalho que tinha começado.Sem ser radical, Filemon trabalha com um grupo com muitas caras novas. São muito poucos os da última geração que resistem ao rejuvenescimento dos Palancas Negras. É já perto de dezena e meia o número de jogadores que estão a vestir pela primeira vez a camisola com as cores do país.

Sendo cedo de mais para conclusões, não é qualquer presunção dizer aqui e agora que o trabalho começado pelo técnico Romeu Filemon começa a dar já alguns resultados. Começamos a assistir, de novo, ao surgimento de jogadores com talento, aptidões técnicas e que revelam uma grande margem de progressão. A amostra que tivemos quer nos amistosos realizados em Portugal e Áustria, em Março, quer agora diante da Etiópia, dão-nos a sensação de que a escolha dos novos jogadores está a obedecer a um certo rigor, pois é possível descortinar alguma qualidade entre aqueles que até agora tiveram a oportunidade de vestir a camisola da Selecção Nacional.

Resta colocar à disposição da equipa técnica e dos jogadores as melhores condições para que se possa fazer um trabalho aturado, a fim de serem alcançados os resultados desejados.É importante antes de mais que não se voltem a cometer os erros do passado, deixando indefinido o que realmente se pretende. Ou seja, no passado a tentativa de renovação sempre esteve fortemente condicionada aos objectivos desportivos da Selecção Nacional, o que dispersava a concentração dos treinadores. Estes dividiam a sua atenção entre a tentativa de renovação e a qualificação da equipa para uma determinada competição, obrigando-os a recorrer a certos "veteranos" para garantir o que era tido como objectivo maior.

Esperamos que agora não haja qualquer tipo de pressão. Que o CAN 2015 não obrigue Romeu Filemon a abdicar do trabalho que está a desenvolver para ficar obcecado pela necessidade de qualificar a Selecção Nacional para a prova de Marrocos. Por fim, pedimos a colaboração da FAF para autorizar os novos jogadores a falarem para a imprensa. É preciso que o público conheça um pouco mais dos novos ídolos, tenha mais dados, mais informações, de modo a identificar-se melhor com eles. Isso só é possível com diálogo. Tem havido muitas restrições que impedem um contacto mais estreito entre os jornalistas e os jogadores.
MÁRIO EUGÉNIO

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